terça-feira, 30 de março de 2010

Confira a agenda de abril:

01 – Quinta-feira Santa
02 – Sexta-feira da Paixão
04 – Domingo de Páscoa
09 a 11 – Encontro da Juventude Missionária/ COMIRE – Campo Maior
14 a 21 – Semana da Cidadania/ PJ
15 a 18 – Inter-regional Nordeste
19 – Dia do Índio
19 a 23 – Encontro Regional dos Presbíteros
23 e 24 – Curso de formação em preparação para a Assembleia Popular
30 a 02/05 – Encontro de formação das Pastorais Sociais – Bom Jesus

sexta-feira, 26 de março de 2010

2º Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais

Estão abertas as inscrições para o 2° Concurso Aprender e Ensinar Tecnologias Sociais. O objetivo do Concurso é reconhecer e apoiar práticas de tecnologias sociais na educação. Cinco professores de ensino fundamental da rede pública, um de cada região do Brasil, serão premiados pelas iniciativas com uma viagem para o Fórum Social Mundial 2011, que será realizado em Dacar no Senegal – África. Todas as despesas de hospedagem e passagens serão pagas pelo concurso. As inscrições podem ser feitas até o dia 24 de maio pelo site da Revista Fórum (www.revistaforum.com.br).

Para Jaqcques Pena, presidente da Fundação Banco do Brasil, o concurso é uma oportunidade de dar visibilidade a ações de tecnologia social a partir da escola. “Precisamos reconhecer e apoiar essas experiências. É um trabalho sobretudo de mobilização dos educadores que reconhecem a tecnologia social como um instrumento de transformação e inclusão social”, afirmou.

A primeira edição do concurso, 2008/2009, recebeu 2.640 inscrições, de professores de 980 cidades brasileiras. Todos aplicavam métodos e técnicas simples que podem contribuir para a transformação social. É o caso da professora Edinalva Pinheiro dos Santos, de Arapiraca (AL), premiada pela região Nordeste. Ela teve a ideia de construir uma horta comunitária na escola, o projeto cresceu e se transformou na Farmácia Viva. Mobilizando, alunos, pais, funcionários e professores, a Farmácia Viva começou a produzir a partir de ervas fitoterápicas xarope para gripe, disenteria, sabonete para piolho, entre outros produtos. “O Concurso abriu caminhos para o projeto, estamos comercializando e disseminando para outras 31 escolas rurais e urbanas da região e pretendemos construir um laboratório em Arapiraca para levar o uso ao SUS”, contou Edinalva.

Além de ser uma solução, o uso de tecnologia social é um instrumento pedagógico. “Utilizamos todas as disciplinas: matemática para construir a horta, ciências para as plantas, fizemos um abecedário das plantas medicinais, livro de receitas. A iniciativa trouxe entusiasmo para a escola”, explicou.

Outro professor presente no lançamento foi Edner Abeline, vencedor da região Sul. Ele constrói com seus alunos do oitavo ano um fogão com material reciclado a base de energia solar nas aulas de Ciências. “Conseguimos uma prática que se encaixa perfeitamente na teoria e trabalhamos conceitos de energia e meio ambiente. É possível cozinhar tudo, o que se necessita é de mais tempo”. Segundo Edner, com o fogão é possível esterilizar água e até cozinhar feijão, que leva “três horas sem panela de pressão”.

O conceito de tecnologia social surgiu nas décadas de 1970 e 1980. Segundo Renato Rovai, editor da revista Fórum, por isso muitos professores que fazem uso de tecnologias sociais às vezes não sabem. “Na primeira edição do concurso pretendíamos que professores descobrissem tecnologia social e reconhecessem que a usavam no dia a dia como instrumento para a educação, agora queremos incluir mais pessoas nesse debate”, disse.

Página de inscrição do concurso: http://www.revistaforum.com.br/ts/inscreva-se/

Tecnologias Sociais é tema de aula para alunos da UESPI

Alunos da Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido docampusda Universidade Estadual do Piauí em São Raimundo Nonato, assistiram aula nos dias 20 e 21 de março, no Centro de Treinamento Vargem da Cruz/IRPAA em Juazeiro (BA). O objetivo foi proporcionar aos alunos maior compreensão e tenham contato com o maior número de tecnologias apropriadas a Convivência com o Semiárido - tecnologias de baixo custo e facilmente replicáveis.

A aula passeio faz parte do cumprimento do programa curricular do curso, compondo a disciplina TecnologiasApropriadasa Convivência com o Semiárido. Os professores Lucineide Martins e José Moacir dos Santos, atualmente colaboradores do Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA) articularam uma visita a EMBRAPA SEMIÁRIDO em Petrolina para conhecimento sobre as tecnologias que hoje a EMBRAPA tem construído em suas pesquisas.

No IRPAA os alunos visitaram as tecnologias experimentais que são aplicadas no centro de treinamento, permeado de discussões das quais os mesmos podem utilizar-se para aplicação em sala de aula, com o intuito de melhorar o ensino nas escolas municipais e estaduais nos municípios piauienses de origem.

O curso de Especialização em Educação Contextualizada é coordenado pela Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) - Coordenação de Educação Contextualizada no Semiárido, Rede de Educação do Semiárido Brasileiro (RESAB) e UESPI.

Segundo Hortência Mendes, secretária regional da Cáritas - entidade que faz parte da RESAB -, o curso foi pensado pela rede como uma necessidade de trabalhar essa educação de uma forma mais acadêmica e que pudesse sistematizá-los em forma de livros e outros produtos pedagógicos.

"Já existia esse tipo de trabalho dentro dos projetos de várias entidades que trabalham com convivência com o semiárido no Estado, através dos educadores populares que eram capacitados através dos nossos cursos e projetos. O Projeto Fecundação desenvolvido pela Cáritas em Coronel José Dias foi a experiência mais real de que era preciso inserir a nossa região dentro dos conteúdos da escola", ressaltou a secretária.

Colaboração: Maria Luiza de Cantalice – Coordenação da especialização via RESAB/PI

Projeto Lagoas do Norte é implantado sem a participação das famílias

Durante a programação da Semana da Água 2010, moradores e moradoras do Bairro São Joaquim – zona Norte de Teresina – fizeram no dia 20 de março, um abraço da lagoa da Rua Radialista Jim Borralho. A lagoa hoje serve de captação de esgotos das casas ao seu redor e se encontra sufocada por aguapés – resposta da natureza a tanta poluição.

A população do bairro conta que assim que foi feita a ocupação na área a lagoa era muito limpinha e várias pessoas até tinham uma fonte de alimento e renda ao pescar os peixes da lagoa. “Mas hoje a lagoa só serve mesmo como escoamento de esgoto, pois a ocupação foi feita e nenhuma providência quanto ao esgotamento sanitário foi tomada pela prefeitura”, conta Maria Lúcia, moradora do bairro. Situação em que se encontra várias outras lagoas da região.

Como forma de revitalização dessas lagoas, a Prefeitura Municipal elaborou o projeto Lagoas do Norte que primeiramente teria o viés ambiental e seria elaborado e executado em parceria com a população local. Está previsto no projeto a limpeza e arborização do entorno das lagoas, construção de áreas de lazer com bares e restaurantes.

Mas, segundo Maria Lúcia, a população não está sendo envolvida. “Alguns direitos nossos estão sendo desrespeitados, como o direito de participar da comissão gestora do programa. O projeto foi todo pensado pela prefeitura em decisão unilateral, sem a participação da comunidade e sem saber do que as pessoas que residem lá realmente necessitam. E continua sendo gerido da mesma forma, sem que se possa opinar sobre o projeto em uma construção coletiva e democrática”, desabafa.

Outras preocupações da comunidade é a forma de desocupação, a qual tem levado famílias para casas pequenas e sem a infraestrutura de transporte e segurança necessária. Além do viés econômico da revitalização das lagoas que não se fala sobre como será explorado.

“O que se pode prever é que toda a atividade econômica do projeto irá para os grandes empresários ligados aos grupos dos governos e nada virá pra gente. Foi assim com a construção da infraestrutura do Parque do Encontro dos Rios. Uma senhora morava lá e tinha um restaurante de onde tirava o sustento dos filhos. Ela foi retirada do local e o restaurante foi cedido a outra pessoa. E será o que vai acontecer aqui também se a gente não se organizar”, finalizou.

Fórum das Pastorais Sociais realiza Semana da Água 2010

O Fórum das Pastorais Sociais realizou no período de 15 a 22 de março a Semana da Água 2010. O evento teve como objetivo a conscientização da população sobre a situação da água e importância dela para a Vida no planeta. E aproveitou para ampliar os debates sobre os efeitos do atual modelo econômico que tem desrespeitado a vida, no momento em que polui a terra, a água e o ar, mata animais, destrói floresta e descarta as pessoas.

Dentro da programação aconteceram eventos nos bairros que contou com a participação popular de comunidades afetadas com grandes problemas ambientais e sociais como inundações, secas e concentração de terras para o agronegócio. “Aconteceram reuniões de conscientização na Vila Cristalina, Comunidade São Joaquim, atos públicos e outros eventos no interior do Estado que chamaram a atenção para a questão da água”, afirma Hortência Mendes, secretária regional da Cáritas Brasileira.

Segundo Hortência, foram discutidos os impactos sociais do Programa Lagoas do Norte em Teresina; a construção de 05 barragens ao longo do Rio Parnaíba; e a instalação do parque industrial da Suzano Celulose no município de Nazária.

Todos esses pontos foram abordados durante a manhã desta segunda-feira, 22 de março – Dia Mundial da Água. “Foi um momento de celebração e exaltação desse bem de todos que é a água, mas também um momento de denúncia, um ato de apelo à vida. Como diz o lema da semana: ‘Salvar a Terra e a Água é salvar a Vida’. Um protesto contra a inundação da biodiversidade das margens do Rio Parnaíba e desalojamento de 4 mil famílias. Um protesto contra a transformação de 160 mil hectares de terras agricultáveis em um imenso ‘Deserto Verde’ com a plantação de eucalipto”, ressalta a secretária.

Faculdade AESPI doa alimentos para Cáritas

A Associação de Ensino Superior do Piauí – Faculdade AESPI, localizada em Teresina, alimentos não perecíveis para o programa de emergência da Cáritas Brasileira Regional do Piauí. Os alimentos foram coletados durante as inscrições para o vestibular da instituição.

Segundo Ingrid Rocco Pimenta, auxiliar de compras da AESPI, já é de prática da faculdade pedir algum donativo em vez do dinheiro no ato de inscrição do vestibular. Em anos anteriores a instituição de ensino arrecadou livros, brinquedos, leite, fraldas e outros itens que foram repassados para instituições sem fins lucrativos.

“A escolha do item de doação é de acordo com a necessidade da época em que é feita o vestibular. No início pretendíamos ajudar o Haiti, mas as doações só poderiam ser feitas em dinheiro. Ligamos para a paróquia João XXIII e lá indicaram a Cáritas, que já tem um trabalho de ajuda humanitária consolidado, para receber os alimentos e concretizar a doação”, relatou Ingrid.

Os alimentos serão destinados às famílias do assentamento Passagem Santo Antônio, no município de Nazária, cerca de 30 quilômetros de Teresina. No assentamento moram cerca de 20 famílias.

Estiagem preocupa Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido

A falta de chuvas, principalmente na região semiárida, já prejudica parte da produção agrícola no Piauí. Essa foi a informação levantada no Encontro Estadual do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido (FPCSA), realizado no último fim de semana, em Pedro II. Participaram do encontro representantes de 15 entidades da sociedade civil organizada, além de agricultores e agricultoras da região semiárida.

Á espera de chuvas, muitos agricultores ainda não prepararam a terra para o plantio e os poucos que se arriscaram tiveram parte ou total perda das culturas. No Encontro Estadual representantes das entidades presentes informaram que a situação já prejudica a economia de municípios como Assunção do Piauí, maior produtor de feijão do Estado.

De acordo com Caetano Silva, representante do Fórum Microrregional da região de Castelo do Piauí, com o levantamento realizado a perca da produção de feijão já chega a 85% em Assunção do Piauí. Caetano alerta ainda para uma perca não apenas econômica, mas também em termos de estrutura. “As famílias para fugir da seca se deslocam para outras regiões, como São Paulo, o que significa que outros setores também serão afetados”, diz.

Para o coordenador executivo do Fórum, Carlos Humberto, o Piauí ainda é um estado atrasado em termos de políticas públicas voltadas para a região semiárida. De acordo com ele, carros pipas e cestas básicas são medidas paliativas e não atendem as verdadeiras necessidades da população. “Nós poderíamos ter políticas públicas para essa região que evitassem que as famílias sofressem tanto com a escassez. É inadmissível que com tanto desenvolvimento tecnológico ainda se fale no Piauí e Nordeste em carro pipa e cestas básicas, isso é um atraso. Falta vontade política e sensibilidade dos governantes”, diz.

Carlos Humberto afirma que o Fórum propõe ao governo projetos de convivência com o Semiárido, que deem uma resposta de estrutura às famílias. O Fórum desenvolve na região o Programa de Mobilização Social para Convivência com o Semiárido: Um Milhão de Cisternas Rurais (P1MC) e Uma Terra e Duas Águas (P1+2), que constrói tecnologias que armazenam a água das chuvas para o consumo humano, dos animais e também para a produção de alimentos.

Paula Andreas, Comunicadora Popular do Centro Regional de Assessoria e Capacitação – CERAC/ FPCSA/ ASABrasil