quarta-feira, 7 de março de 2012

Parceria no combate à violência contra a mulher

Durante a Semana em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado amanhã (08), a Cáritas Regional do PI, em parceria com o Fórum das Pastorais Sociais, promove debates e divulgação de materiais para chamar a atenção da população para a problemática da violência contra a mulher, uma temática cada vez mais presente na sociedade brasileira.

As estatísticas revelam que a violência contra a mulher aumentou consideravelmente no país. E no Piauí, a situação é semelhante. Uma pesquisa divulgada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Estado (Sinpolpi) revelou que 14,9% das vítimas de assassinato em janeiro deste ano no Estado eram mulheres. E para chamar a atenção para este quadro, a Cáritas promoveu orientação e distribuição de folder sobre a violência contra a mulher durante as 12 novenas celebradas na última terça-feira (06), no Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, localizado no bairro Vila Operária, em Teresina-PI. Pelo local, passaram cerca de 10 mil fiéis.

Para a Secretaria Regional da Cáritas do PI, Hortência Mendes, a ação é uma forma de colaborar na organização das mulheres, garantindo formação, construção e acesso a políticas públicas. “As mulheres precisam ter consciência, a partir das percepções sociais, conhecer e apresentar o papel delas, na construção das famílias; no envolvimento em questões sociais, como a violência, o extermínio dos jovens, combate às drogas, colaborando assim, para a construção da vida e de uma nova sociedade.

Apoiando a União das Mulheres Piauienses (UMP), a Cáritas colabora ainda para a realização de Atos Públicos que serão realizados amanhã (08), a partir das 9h, na Praça Rio Branco, e a partir das 16h na Praça do Centro de Ciências Humanas e Letras (CCHL) da Universidade Federal do Piauí (UFPI); e a Plenária Estadual da Mulher, que será realizada neste sábado (10), a partir das 9h, no auditório dos comerciários, em Teresina.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Lei da Ficha Limpa em debate


O evento irá discutir ainda as mudanças com a lei e os encaminhamentos necessários para continuar o processo de combate à corrupção eleitoral


A lei Ficha Limpa foi incorporada ao sistema eleitoral brasileiro e para comemorar essa conquista a Cáritas Brasileira Regional do Piauí promove amanhã (02), uma mesa de debate sobre “O Impacto da Lei Ficha Limpa nas eleições 2012 e o Combate à Corrupção Eleitoral”. O evento será realizado às 9h, no auditório do Centro Pastoral Paulo VI, localizado na Av. Frei Serafim e contará com a participação do desembargador do Tribunal Regional Eleitoral do PI (TRE/PI), Haroldo Rehem; do promotor do Ministério Público Estadual, Fernando Santos, e do presidente da OAB-PI, Sigifroi Moreno Filho.

Segundo a Secretaria Regional da Cáritas Piauí, Hortência Mendes, o debate tem o objetivo de comemorar e agradecer à sociedade piauiense pela participação durante a campanha de coleta das assinaturas para a provação da lei, na qual foram recolhidas cerca de 35 mil assinaturas, “afinal é um número considerável, que demonstra que não somos analfabetos políticos e que o povo piauiense, assim como o povo brasileiro, não quer corrupção neste país”, afirma.

O debate também objetiva levantar todas as questões da Lei e os desdobramentos para as próximas eleições, além de reunir entidades como OAB, TRE, Ministério Público e as entidades da sociedade civil na organização de estratégias de atuação para levantamento de denúncias de corrupção que foram fundamentais na aprovação da Lei, ativar os Comitês Estadual e Municipais de Combate à Corrupção Eleitoral, além de colaborar com novas propostas para o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), do qual a Cáritas Piauí integra a Coordenação.

A Campanha de Coleta de Assinaturas


A Cáritas Regional do Piauí, com a colaboração das entidades diocesanas, promoveu diversos momentos de coleta de assinaturas, em sintonia com o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), em diversas cidades como Teresina, Floriano, Campo Maior, Parnaíba, São João do PI, locais de presença dos Comitês de Combate à Corrupção Eleitoral.

Esses comitês, chamados Comitês 9840 – em alusão à Lei 9.840, Lei da Compra de Votos, foram às ruas coletar assinaturas para o Projeto de Lei (PL). Um verdadeiro mutirão aconteceu por todo o Brasil, que recolheu cerca de 2 milhões de assinaturas, 1 milhão e 604 mil em formulários e mais de 480 mil pela internet, através de postos de coleta instalados nos lugares mais movimentados das cidades brasileiras, além de momentos de debates com a população sobre o tema da candidatura de políticos em débito com a Justiça e o as mudanças no cenário político brasileiro.

“Fomos para o campo e vestimos a camisa na coleta das assinaturas para a aprovação da lei. Fizemos um papel de educar e alertar a população piauiense para a importância da participação das pessoas que acreditaram na gente e no sigilo das informações que eram recolhidas”, considera Hortência Mendes.

A Secretaria da Cáritas do Piauí acrescenta que a imprensa piauiense foi uma grande aliada durante esse processo de campanha e aprovação da lei, dando abertura para a participação em programas, cobertura em eventos de lançamento dos Comitês e alertando a população para as mudanças no Congresso. “Agora, continuaremos vigilantes, pois temos a consciência que a Lei Ficha Limpa traz muitas mudanças, como por exemplo, toda pessoa que vier a ser acusada por crime tipificado na lei e julgada por um colegiado (nacional ou estadual) estará proibida de se candidatar durante oito anos. Além de muitas outras mudanças que estaremos debatendo no dia 02”, esclarece Hortência.

Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral


O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) - organização da sociedade civil - é integrado por 51 entidades nacionais de diversos segmentos, formando uma rede com movimentos, organizações sociais, organizações religiosas e entidades da sociedade civil. Ele foi responsável pela mobilização da sociedade brasileira em favor da aprovação das duas únicas leis de iniciativa popular anticorrupção no Brasil: a Lei nº 9.840/99 “Lei da Compra de Votos” - que permite a cassação de registros e diplomas eleitorais pela prática da compra de votos ou do uso eleitoral da máquina administrativa e foi o responsável pela campanha da qual decorreu a aprovação da Lei Complementar nº 135/2010, que prevê a Lei da Ficha Limpa.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Encontro promove planejamento de ações para o semiárido piauiense


O Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido (FPCSA), formado por 13 entidades da Sociedade Civil, promove Encontro Estadual de Planejamento. O evento acontece nos dias 02 e 03 de fevereiro, na sede da Obra Kolping Estadual do Piauí, localizada no bairro Dirceu.

Proporcionando momentos de vivência, partilha e construção coletiva da atuação das entidades no semiárido, o Encontro também tem o objetivo de fazer um balanço do trabalho desenvolvido em 2011, construir o planejamento das atividades para o ano de 2012, e de eleger a Coordenação Executiva do Fórum e os representantes do Piauí junto a Coordenação Executiva da Articulação no Semiárido (ASA), da qual o Fórum é representante estadual.

Para o Coordenador Executivo da ASA pelo Piauí, Carlos Humberto Campos, assessor da Cáritas Piauí, o Fórum tem boas perspectivas de trabalho para este ano, principalmente na consolidação de parcerias com o Governo Federal, através do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), para continuidade de programas importantes de construção de tecnologias sociais de captação e armazenamento de água para o consumo humano e produção de alimentos para famílias do semiárido como os programas P1MC - Um Milhão de Cisternas e P1+2 (Uma Terra e Duas Águas).

“Após um ano de implementação de obras hídricas, formações e capacitações de famílias do semiárido piauiense, tivemos momentos difíceis com a parceria do MDS, realizamos uma grande mobilização em dezembro de 2011, em Petrolina/PE, que resultou em um novo acordo de quatro meses, e estamos com boas perspectivas para este ano. A meta é garantir a construção de cerca de 6 mil cisternas de placas, além de 2 mil outras tecnologias alternativas como tanques de pedra e barragens, que irão beneficiar aproximadamente 6 mil famílias piauienses”, explica Carlos Humberto.

O Coordenador Executivo afirma também que, neste ano, o Fórum pretende dar continuidade ao debate sobre as conseqüências geradas pelos grandes projetos implantados no Piauí, como aqueles que beneficiam o agronegócio, a monocultura da soja e a instalação de grandes mineradoras. Uma discussão levantada pela Campanha em Defesa das Terras, das Águas e dos Povos do PI, lançada no dia 21 de novembro de 2011, e coordenada pelo Fórum, Movimento Quilombola, Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social (Enecos), Pastoral do Migrante e os movimentos de luta.

“Precisamos dar continuidade à Campanha, pois temos muitos agricultores e agricultoras em situação delicadas sem acesso a terra para moradia e produção de alimentos. Queremos promover novas mobilizações para chamar a atenção do poder público e dos órgãos competentes para que garantam os direitos das famílias atingidas por meio dessas ações. E o encontro vai promover também essas reflexões e vamos construir um plano de trabalho que cubra essas demandas no estado do PI”, acrescenta Carlos Humberto.

Durante o encontro, o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido também deverá estabelecer estratégias para mostrar a importância da construção das cisternas de placas e combater a construção das cisternas de plástico (polietileno), através do programa federal Água para Todos. Para Carlos Humberto, “essa é uma alternativa que vai contra a metodologia da ASA de capacitação e formação das famílias beneficiadas, pois as cisternas de plástico vêm prontas, custam mais caro e beneficiam grandes empresas, além de resgatar a indústria da Seca”, enfatiza.

Além das entidades que compõem o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, devem participar do Encontro Estadual entidades parceiras como Conab, Semear e CEA.

Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido

No Piauí, a ASA é representada pelo Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido formado pelas seguintes entidades: Cáritas Brasileira Regional do Piauí, Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato, Centro Regional de Assessoria e Capacitação (Cerac), Centro Regional de Assessoria e Capacitação (Celta), Centro de Formação Mandacaru, Cootapi e Associados, Escola de Formação Paulo de Tarso, Obra Kolping, Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetag), Centro de Formação e Educação Ambiental Peixe que Ronca, CEFAS, Centro de Formação Educacional para a Convivência com o Semiárido (CEFESA) e Comissão Pastoral da Terra (CPT) desenvolvendo ações que beneficiaram aproximadamente 50 mil famílias, através da construção de 40 mil cisternas de placas de água para beber de 16 mil litros (através do programa Um Milhão de Cisternas P1MC) e cerca de 10 mil tecnologias de produção como bomba d’Agua popular, tanque de pedra, barragem subterrânea e cisterna de 52 mil litros para a produção de alimentos (através do programa Uma Terra e Duas Águas - P1+2).

Programação do Encontro

02/02/12 – QUINTA-FEIRA:

- 09h00: Abertura, Mística e Espiritualidade, Programação e Grupos de trabalho;
- 10h15: Lanche;
- 10h30: MESA “Contextualizando nossa realidade” (Desafios e perspectivas para o FPCSA) com Exposição e debates;
- 12h30: Almoço
- 14h00: Apresentação do Quadro de Ações do FPCSA/ASA/PI realizadas em 2011;
- 15h00: Memória da Avaliação 2011;
- 16h00: Lanche
- 16h15: Definição dos Desafios, Perspectivas e das prioridades para 2012 - Trabalho em grupos;
-17h15: Plenária de apresentação dos desafios, perspectivas e prioridades 2012 Exposição e debates;

DIA 03/02/12 – SEXTA-FEIRA:

- 08h00: Momento de Mística e Espiritualidade;
- 08h30: Construção do Plano Operacional Anual PLANEJAMENTO/2012 DO FPCSA;
- 10h30: Apresentação, socialização e fechamento do Planejamento/12;
- 12h30: Avaliação e oração final do encontro;

Serviço:
Encontro Estadual de Planejamento do FPCSA
Data: 02 e 03 de março de 2012
Local: Obra Kolping Estadual do PI – Conj Dirceu Arcoverde II, 3978 – Teresina(PI)

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

O PODER PÚBLICO A SERVIÇO DE QUEM?

Carlos Humberto Campos*

Os acontecimentos dos últimos dias, início do ano de 2012, em Teresina, relacionados à questão do transporte coletivo, revelam uma gestão pública, um modelo de governo municipal que não é compatível com a realidade da sociedade teresinense. Demonstram um despreparo total dos órgãos públicos para resolver os graves problemas e as sérias dificuldades oriundas das camadas mais empobrecidas de Teresina. Ao conceder o aumento das passagens e implantar o atual modelo de INTEGRAÇÃO DOS ÔNIBUS, o poder executivo municipal, a prefeitura de Teresina, demonstrou, mais uma vez, descompromisso e desrespeito com a população que necessita do transporte coletivo para se locomover. Essa decisão da prefeitura se configura numa grande farsa, para mais uma vez beneficiar os empresários dos transportes coletivos, que historicamente tem dominado os poderes públicos, tanto o executivo quanto legislativo municipal. Vejam só, por que o cartão de acesso à INTEGRAÇÃO DOS ÔNIBUS é da CREDISHOP, uma empresa do grupo Claudino, do senador João Vicente Claudino do PTB, cujo prefeito de Teresina é do mesmo partido? E por que essa empresa ganhou esse serviço sem licitação pública?

Chamo atenção também para a conivência e omissão do poder legislativo municipal. Qual a participação efetiva dos vereadores no processo de melhoria da qualidade de vida da população de Teresina? Gasta-se fortunas dos recursos públicos com os 22 vereadores e a final de contas quais os resultados? Os vereadores são eleitos e pagos pela população para prestarem serviços em nome da coletividade. Para fiscalizarem o executivo; para elaborarem leis e projetos visando à melhoria de vida da população e da cidade e não usurparem o mandato para fazerem conchavos políticos e acordos de gabinetes na garantia de interesses pessoais e de grupos apaziguados. Prática política da maioria dos vereadores de Teresina e também da maioria dos deputados a nível estadual.

Temos ouvido e assistido constantemente nos meios de comunicação social, um discurso conservador dos “Aparelhos Ideológicos do Estado”, que devemos resguardar o “ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO"; que condenam a violência; que é necessário agir com dureza contra os manifestantes; que a manifestação tem que ser pacífica; que a polícia precisa garantir a ordem e a paz pública... QUE ORDEM? QUE PAZ? QUE DIREITO? Não se pode ter ordem e paz pública quando os direitos das pessoas são negados e desrespeitados pelas autoridades competentes. “Juram que não; Torturam ninguém; Agem assim; Pro seu próprio bem; Oh!...São tão legais; Foras da lei; Sabem de tudo; O que eu não sei; Não!...Nesse mundo assim; Vendo esse filme passar; Assistindo ao fim; Vendo o meu tempo passar; Hey!...”(Alvorada Voraz/música e letra/RPM).

O poder dominante, político e econômico, impuseram uma “paz” disfarçada, que segundo sua lógica basta a ausência da violência para que tenhamos paz. Mesmo que a sociedade seja dominada, explorada, excluída, sem saúde, sem educação, sem transporte, sem salário digno, sem moradia, sem direito de participar e exigir seus direitos. Mesmo que reine a injustiça, a arrogância, a prepotência dos ricos e daqueles que são eleitos, que se aliam a estes, para tramarem contra os direitos do povo. O Estado Democrático de Direito e a sociedade como um todo, não podem aceitar e ser indiferente, que estudantes, cidadãos e cidadãs sejam presos e levados para casa de custódia ou penitenciária, por lutarem por seus direitos. Isso é um atentado contra a liberdade de expressão, contra os direitos humanos e contra a Democracia.

As manifestações dos estudantes de Teresina, nos últimos dias, contra os abusos dos poderes públicos e privados, entram para a história do Piauí e do Brasil, como um gesto concreto de luta do povo pelos seus direitos, revelando um sentimento de que, mesmo sendo negados os direitos da sociedade civil, dos movimentos sociais, neutralizados, dominados e oprimidos nos últimos tempos, nunca abrirão mão dos seus direitos. O Piauí e nossa querida Teresina, não são terras sem vida, sem cidadania e sem direitos. Aqui, existem pessoas de direitos e exigem serem respeitadas com toda dignidade.

O povo teresinense não aceita mais o péssimo serviço dos transportes públicos, não aceita mais ser colocado à margem das decisões políticas, excluída das políticas públicas. Somos mulheres cidadãs, homens cidadãos, jovens cidadãos e somos responsáveis por nós mesmos e pelos nossos destinos e queremos de mãos dadas com todas as forças vivas da sociedade, construir uma Teresina ética, de direitos e humanitária. Somos gente grande e queremos ser tratados como gente grande. ABAIXO OS ACORDOS ENTRE OS GESTORES PÚBLICOS E OS EMPRESÁRIOS! VIVA A MANIFESTAÇÃO DOS ESTUDANTES!

(* Sociólogo, assessor da Cáritas Brasileira Regional Piauí)

Parceria entre Cáritas e Comitê Betinho possibilita a construção de cisternas no Piauí



Mais uma parceria entre federações e comitês solidários irá beneficiar 21 famílias piauienses com a construção de cisternas de 16 mil litros de água da chuva para beber e uso doméstico nos municípios de Sigefredo Pacheco (13 famílias) e Teresina, na comunidade Rural Serra do Gavião (08 famílias).

Os recursos para a construção das cisternas foram arrecadados através de campanhas do Comitê Betinho do Banco Santander junto a Fenae – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal, APCEF/São Paulo - Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal, o Comitê Verbo Divino do Banco do Brasil, a Cáritas Brasileira Regional do Piauí e as famílias Vera Barbosa e Meriy Haruyo Minematsu, no valor total de R$ 32.257,00, sendo o custo unitário da cisterna de aproximadamente R$1.600,00.

Além do reservatório, está previsto a realização de curso de capacitação em Gestão de Recursos Hídricos, que ensinará as famílias o cuidado com a água da cisterna para mantê-la sempre potável e a não desperdiçar para que dure durante todo o período de estiagem.

“Na perspectiva de acesso à água de qualidade, vamos rompendo barreiras e fortalecendo parcerias e o Comitê Betinho chegou para contribuir para levar o acesso à água de qualidade às famílias piauienses que estão localizadas ou não na região semiárida, um trabalho que fortalece a entidade e o Comitê, contribuindo assim, para o desenvolvimento das famílias de comunidades piauienses”, ressalta Hortência Mendes, Secretária Regional da Cáritas Piauí.

Para a escolha das famílias que serão beneficiadas, que tem em média 05 (cinco) integrantes, a comissão gestora levou em consideração critérios como: casas com pessoas idosas, com mais crianças, chefiada por mulheres, dificuldade de acesso à água potável.



Bons resultados no trabalho de parceria

Em 2011, o Comitê Betinho ajudou a Cáritas a beneficiar diretamente 21 famílias piauienses com água de qualidade para beber e cozinhar, atendendo a 205 pessoas, uma ação solidária de construção de cisternas (tanque abaixo do nível do solo que acumula 16 mil litros de água da chuva para beber e para uso doméstico).

Para João Evangelista, Assessor Técnico do projeto, essas parcerias estão mais consolidadas e acontecem em nível nacional e local, sempre mais beneficiando as famílias do Estado, “pois a meta é atender a 100 famílias, com recursos sendo repassados a cada nova doação”, explica.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cáritas e UFPI lançam programa para a Terceira Idade

A Cáritas Diocesana de Picos em Parceria com a Universidade Federal do Piauí acaba de lançar o Programa de Extensão NETI (Núcleo de Estudo da Terceira Idade), que envolve os projetos dos cursos de Pedagogia, Enfermagem e Nutrição do Campus Senador Helvídio Nunes.

O programa inicia com uma turma piloto de 40 idosos, todos encaminhados através da Cáritas, terá duração de 200 horas com uma programação voltada à formação e ampliação de saberes na área de educação e saúde, que devem ser somados ao conhecimento adquirido ao longo da vida de cada um dos participantes.

De acordo com o Pe. Flávio Santiago, Vice-Presidente da Cáritas Diocesana e Vigário Geral da Diocese de Picos, “a função da Cáritas é promover a solidariedade, o encontro e trabalhar para diminuir do tecido social a chaga exclusão”. O padre acrescenta que, segundo o IBGE houve um crescimento da população na faixa da terceira idade, acompanhado do aumento da expectativa de vida, por isso a preocupação em saber como estão vivendo os idosos e o que fazer para que eles não levem uma vida à margem da sociedade.

“A Cáritas Diocesana sensível à realidade e inspirada nos ensinamentos de Jesus bateu às portas da Universidade Federal do Piauí em busca de parcerias que permitissem trabalhar com as pessoas da terceira idade”, afirma.

Segundo a professora Laura Formiga, coordenadora do Núcleo de Estudos da Terceira Idade, a expectativa é retirar esses idosos do sedentarismo e da exclusão social, trazendo-os para a universidade como universitários, onde haverá o processo de ensino-aprendizagem para ambas as partes. “Esperamos que eles atuem como disseminadores do que foi aprendido nos projetos, para que outros idosos possam se interessar e fazer parte das próximas turmas. Como teste piloto teremos os cursos de Pedagogia, Enfermagem e Nutrição, onde cada um vai desenvolver atividades específicas à sua área e futuramente contaremos também com a adesão dos demais cursos do Campus”, disse.

Na oportunidade, participantes do NETI se manifestaram falando da alegria em poder participar, voltar à sala de aula e aprender para também ensinar. “Fiquei na expectativa como se fosse a primeira vez a ir para escola, acho muito importante esta iniciativa, muitas vezes os nossos direitos não são respeitados, vez por outra encontramos uma barreira e precisamos lutar para que o nosso espaço seja garantido, as pessoas me perguntaram se eu fiz vestibular ou vou entrar como portadora de diploma, e eu disse que não, a minha idade me garante esta oportunidade”, agradeceu a senhora Raquel Antonia da Silva à Cáritas e à Universidade Federal do Piauí.

Fonte: Protal Acessepiaui.com.br

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Sociedade não aguenta mais a exploração e o desrespeito

Artigo de opinião

Li atentamente o artigo 2, “ACERCA DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS EM TERESINA”. Publicado na página OPINIÃO, no dia 16/09/11, neste conceituado meio de comunicação. Confesso, me senti provocado a manifestar minha opinião.

Recentemente visitei a Europa, viajando por nove países do velho continente, entre eles Inglaterra, França, Itália, Espanha, Holanda, Alemanha... Em que pese todas as crises e dilemas dessas sociedades, não podemos deixar de reconhecer que além da riqueza cultural, da responsabilidade social e do bem estar da população, prevalece nesses países o senso da Consciência Coletiva. Ou seja, o Estado e a Sociedade priorizam respeitam, coletivamente, os direitos de cidadania. Vive-se bem, muito bem, mesmo os pobres.

Enquanto que, no Brasil, o Estado abandonou a sociedade, os ricos demonstram maior ostentação e desprezo pelos pobres do que em qualquer país do mundo. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. Continuam na pobreza porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus desconfortáveis, lotados de trabalhadores das grandes periferias e dos subúrbios.

Aqui em Teresina, há muito tempo ouvimos falar em licitação para melhorar o transporte coletivo; Há muito tempo ouvimos falar em integração das linhas de ônibus; Há muito tempo ouvimos falar em melhores terminais de paradas de ônibus; Há muito! Entretanto, não há nada. Será que esse discurso também não é vandalismo institucionalizado, amparado por uma legislação que muito vezes prioriza os ricos em detrimento dos mínimos direitos dos pobres?

Essa massa humana de jovens estudantes, de futuros gestores da sociedade, cidadãos e cidadãs, que se manifestaram contra a arbitrariedade de um poder empresarial, apoiados por “políticos” desonestos, corruptos, que enganam, roubam e ainda pousam de pessoas honradas. Essa abandonada e excluída juventude, ainda tem que carregar as severas críticas e acusações dos chamados “Cães de Guardas” de um modelo Político e Econômico, que destrói vidas e aniquila os sonhos, em defesa dos lucros de gananciosos empresários!

Será que não é vandalismo, ou até mesmo bandidagem, termos que conviver diariamente com todo tipo de denúncias dos gestores públicos, nas instâncias do executivo, legislativo e judiciário? Só para ilustrar, cito alguns exemplos desse “Piauí, Terra Querida”. No executivo: das últimas eleições municipais, 48 prefeitos foram cassados por práticas de corrupção e apropriação indébita dos recursos públicos – e mais 100 estão sendo investigados –, inclusive recursos da merenda escolar, tirando o pão da boca das nossas crianças; No Legislativo: Para onde foi a investigação da Polícia Federal sobre a acusação da prática de corrupção na Assembléia Legislativa, envolvendo os deputados? No Judiciário: recentemente, o pedido de afastamento do Juiz da Comarca de Parnaíba, por envolvimento na soltura de bandidos. Essas autoridades deveriam ser modelos e referenciais de conduta ética para uma juventude tão carente de bons exemplos.

Portanto, antes de condenarmos a ação dos estudantes, é preciso que façamos uma reflexão mais apurada das verdadeiras causas e origens de tais comportamentos sociais. Da minha parte, sinto-me feliz e nutro a esperança de uma sociedade melhor ao contemplar o rosto indignado de uma juventude que demonstra coragem de lutar pelos seus direitos, pela justiça e pela igualdade. A SOCIEDADE NÃO AGUENTA MAIS ESSE DISCURSO DOS “CÃES DE GUARDA” DE UM MODELO POLÍTICO FALIDO.

Carlos Humberto Campos (Sociólogo; Vice-presidente da ASA BRASIL e assessor da Cáritas Brasileira Regional Piauí)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Piauí será sede do I Encontro Nacional de Acesso à Terra no Semiárido

Com o tema “Democratizando Terra e Água, construindo novas realidades”, o encontro reúne pessoas de todo o nordeste e Minas Gerais para discutir a realidade agrária no semiárido.



Muita animação e disposição para participar das discussões e trocas de experiência, é o que o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido e a Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA Brasil espera para I Encontro Nacional de Acesso à Terra no Semiárido, que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de agosto, em Teresina. O encontro vai reunir cerca de 100 agricultores camponeses de todos os estados do Nordeste e Minas Gerais, organizações da sociedade civil e governantes para debater sobre a realidade agrária do Semiárido Brasileiro.

O Encontro Nacional de Acesso à Terra pretende proporcionar reflexões e debate sobre a democratização da terra que garanta a soberania alimentar das famílias agricultoras do Semiárido brasileiro. Para isso, o evento vai reunir quatro temas que serão analisados em oficinas: direito ao território, atingidos e/ou ameaçados pelo agro e hidronegócio, reorganização fundiária e agricultura familiar e crise fundiária. Cada temática será discutido à luz de relatos de experiências reais.

Para favorecer um processo de reflexão mais aprofundado sobre a realidade agrária do Semiárido do Brasil, as temáticas serão apresentadas através de experiências de luta pela terra que foram mapeados em todos os nove estados da ASA. O Piauí apresentará a experiência das comunidades tradicionais Tapuio de Queimada Nova e Novo Zabelê de São Raimundo Nonato.

Para Carlos Humberto Campos, coordenador executivo da ASA pelo estado do Piauí, a realização do encontro é uma oportunidade de discutir as várias realidades de exclusão que existem e de pensar, conjuntamente, como fortalecemos as resistências do povo do Semiárido. “O debate sobre o acesso à terra traz o tema para a pauta do dia, pois a terra é o elemento fundamental para se construir um desenvolvimento sustentável”, diz.

Dom Tomás Balduíno abre encontro da ASA em Teresina (PI)

A abertura do evento, que acontecerá na quarta-feira (10), ás 19h no auditório Mestre Expedito do Centro de Artesanato Mestre Dezinho, contará com a participação de Dom Tomás Balduíno. Goiano, filósofo e teólogo com pós-graduação em Antropologia e Linguística, Dom Tomás Balduíno foi Bispo da Cidade de Goiás (hoje Goiás Velho) durante 31 anos. De 1965 a 1967 cuidou do prelado de Conceição do Araguaia, se tornando bastante conhecido por seu trabalho em defesa de índios e trabalhadores rurais.

Dom Tomás Balduíno foi fundador do Conselho Indigenista Missionário, em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. Assumiu a presidência da entidade em 1999, quando a luta pela posse da terra começou a se intensificar no País. Destacado ativista das causas dos povos mais necessitados e entusiasta do movimento dos trabalhadores sem-terra no País, Dom Tomás tem se colocado no meio da polêmica agrária, criticando o governo de omissão e apontando o agronegócio, o judiciário e autoridades como responsáveis pela violência no campo.

O Bispo foi reconhecido por diversas instituições por sua luta pelos direitos humanos e justiça social. Em 2006, recebeu o Prêmio de Direitos do Homem Dr. João Madeira Cardoso, pela Fundação Mariana Seixas, de Viseu, Portugal, em colaboração com o Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados. No mesmo ano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Católica de Goiás. Em 2008, recebeu o prêmio Reflections of Hope, da Oklahoma City National Memorial Foudation, como exemplo de esperança na solução das causas que levam a miséria de tantas pessoas em todo o mundo.

A abertura do evento contará também com a participação da dupla regional “Os Olivêra”, animando o evento com músicas e poesias com a temática do sertão. Durante suas apresentações, há uma intercalação de sons e letras com arranjo ao estilo piauiense de fazer arte, com um refinado toque melódico associado a poemas.

PROGRAMAÇÃO

10 de agosto
19h Abertura do evento
19h30 Composição da Mesa
Democratizando terra e águas, construindo novas realidades
20h50 Debate em plenária

11 de agosto
8h Mística
8h40 Apresentação da metodologia do trabalho nas oficinas temáticas
9h Oficinas temáticas
14h Carrossel de Experiências

12 de agosto
8h Plenária de síntese
9h30 Trabalho em grupo por estado
14h Mesa de diálogos de acesso a terra no semiárido
16h30 Mística de encerramento

Serviço:
I Encontro Nacional de Acesso à Terra no Semiárido “ Democratizando Terra e Água. Construindo novas realidades”
Abertura: Auditório Mestre Expedito do Centro de Artesanato Mestre Dezinho – Praça Pedro II
Encontro: Prédio da Obra Kolping do Piauí, localizado no Conjunto Dirceu Arcoverde II, 3978, bairro Dirceu.
Realização: Articulação no Semi-Árido Brasileiro (Asa Brasil)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

20 mil pessoas são esperadas na 12ª Romaria da Terra e da Água

A Diocese de Campo Maior se prepara para um dos maiores eventos católicos do Piauí, a Romaria da Terra e da Água. Em sua 12ª edição, o evento representa um momento de forte oração e reflexão acerca dos problemas sociais enfrentados atualmente. O evento acontecerá nos dias 30 e 31 de julho, em Campo Maior, e contará com a participação de fiéis de todo o estado. Cerca de 20 mil pessoas estão sendo aguardadas.

A Romaria da Terra e da Água é uma realização da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Pastorais Sociais e está em sintonia com toda a ação evangelizadora da Igreja, e tem sido um dos momentos de forte expressão popular reunindo representante das dioceses, todos os bispos e do povo de Deus. “Ela representa a animação da fé e vai na trilha da questão social, na luta pela terra e água, com uma grande mística do povo de Deus”, enfatiza a Secretária Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes, uma das entidades que coordenam o evento.

Este ano, a Romaria traz como temática “Salvar a Terra e a Água é salvar a Vida” e está em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade/2011, que é “Fraternidade e Vida no Planeta” trazendo para a reflexão da sociedade a perspectiva de uma mudança de comportamento e atitudes diante do descaso e da falta de cuidado com a natureza e a mãe Terra.

Metodologia

Uma das novidades da 12ª edição é a metodologia com o desenvolvimento de seis seminários discutindo a temática central: Questões da Terra e Agrária; Mudanças Climáticas; Mobilidade Humana; Impactos dos grandes projetos; Desenvolvimento Solidário e Sustentável; Biomas e Caatinga. Durante os seminários serão discutidas as realidades existentes em cada local, desafios relacionados a elas e propostas de mudança.

Além de ser sediada na Diocese de Campo Maior trazendo a questão do Açude Grande, área de lagoa natural que vem sendo modificada pela ação humana. “Buscamos chamar a atenção do poder público para o Açude, buscando soluções de aproveitamento sustentável de toda aquela água armazenada”, explica Hortência Mendes.

As Dioceses do estado se preparam para o evento e vêm realizando encontros de reflexão nas comunidades, momentos de fé orientados por uma cartilha que orienta a realização de seis encontros sobre a temática central.

Programação - 12ª Romaria da Terra e da Água

30 de Julho – sábado

- 8h às 12h: Chegada e Acolhida aos Romeiros
- 14h: Realização de Seminários temáticos nas Paróquias:
“Bioma, Caatinga e Cerrado” – Eusébio Sousa da CPT - Catedral
“Desenvolvimento Solidário e Sustentável” – Carlos Humberto da Cáritas/PI - Paróquia N. S. de Fátima
“Mobilização Humana” – Pe. Antonio Garcia da Pastoral do Migrante Nacional - Paróquia N. S. das Mercês
“Mudanças Climáticas” – Profª. Fátima Veras da UESPI - Paróquia São Pedro Nolasco
“Impactos dos Grandes Projetos” – Profª. Dra. Sueli Rodrigues - Paróquia N. S. das Dores
“Questão da Terra e Agrária” – Profº. Marcelo Lima - Paróquia Santa Luzia
- 16h: Espiritualidade
- 17h: Lanche e saída dos Romeiros para o Açude Grande
- 18h: Abraço do Açude
- 19h: Tribuna Livre e show com Zé Vicente
- 23h: Descanso

31 de julho – domingo

- 04h: Despertar
- 05h: Celebração Eucarística

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cáritas e SERVE entregam casas em Parnaíba



Na tarde desta segunda-feira (25) os voluntários irlandeses da ONG SERVE junto com a equipe da Cáritas Brasileira Regional do Piauí em Parnaíba, fizeram a entrega de seis das 12 casas construídas este ano pelo projeto de construção de moradia popular. 20 jovens voluntários estão em Parnaíba deste o início de julho construindo casas e conhecendo experiências de inclusão social e preservação do meio ambiente e da cultura da região.

A felicidade das famílias do Parque Estevão era visível. “Eu não tinha condição de construir minha casa, nem sei quando isso seria possível, agora recebendo esta casa poderei viver melhor com meus filhos e minha esposa”, disse Francisco Alves, pai de cinco crianças.

Família de Francisco Alves

Cristiane Ribeiro que também recebeu uma casa disse estar muito feliz: “Agora posso ficar mais tranqüila. Antes, no inverno, eu e minha família ficávamos preocupadas até na hora de dormir, pois a qualquer momento a casa poderia vir abaixo, a água entrava pela parede que era coberta de papelão”, disse Cristiane. Padre Estevão, pároco da paróquia de Sant'Ana, abençoou as Casas desejando que se tornem ambientes de paz e felicidade.


Cristiane Ribeiro

Jeremias Ua Bruadair, coordenador do grupo, disse que é com grande alegria que entregam estas casas. "Sabemos que agora as famílias poderão ter uma vida mais digna”, afirma o coordenador. Há oito anos a SERVE trás jovens irlandeses que, em parceria com a Cáritas, constrói casas e doam para famílias carentes das comunidades periféricas das cidades de Parnaíba e Ilha Grande. Anualmente são selecionados jovens da Irlanda em vários seguimentos profissionais, são arrecadadas doações para que os mesmos, em conjunto com as famílias beneficiadas e profissionais da construção civil local ergam as casas.

A escolha das famílias é feita de forma criteriosa pela Cáritas, a preferência é para aquelas famílias com média de cinco membros, que vivem em real situação de miséria e renda de menos de um salário mínimo.

Nas cidades de Parnaíba e Ilha Grande cerca de 200 famílias já foram contempladas com a ação. Além do Brasil outros cinco países, em diferentes continentes, anualmente recebem as ações de desenvolvimento sustentável da SERVE em vários setores sociais. Na Tailândia, por exemplo, onde a maior problemática é a prostituição e, por conseqüência, a AIDS com altos índices entre as mulheres, os irlandeses realizam ações de conscientização junto às mesmas e seus filhos.

Com informações da Equipe Diocesana de Cáritas de Parnaíba

terça-feira, 19 de julho de 2011

Agentes da Cáritas do Piauí se reúnem em Congresso Regional

O evento foi um espaço de análise do trabalho e planejamento das ações da entidade para o quadriênio 2012-2015

A Cáritas Brasileira Regional do Piauí promoveu, nos dias 15 e 16 de julho em Teresina, um dos eventos mais importantes da entidade: o IV Congresso Regional. O evento que reuniu representantes das oito dioceses do Estado, foi um importante espaço de formação, troca de experiências e avaliação das ações da Cáritas no Piauí. O Congresso Regional foi também um momento de preparação para o IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira que acontecerá em novembro, em Passo Fundo (RS).

Organizado através de uma pedagogia libertadora, construindo em mutirão o processo avaliativo através de cinco pontos: Ver, Julgar, Agir, Celebrar, Avaliar, o IV Congresso da Cáritas do Piauí é “uma oportunidade de toda a rede Cáritas avaliar sua atuação, verificar os impactos na vida das comunidades, grupos e famílias onde as ações foram desenvolvidas nesses últimos quatro anos de trabalho”, destaca a Secretaria Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes.

Permeada pelo espírito da mística e espiritualidade aliado com o tema do Congresso Nacional “Sementes de um Projeto Popular”, foram discutidos além das prioridades e objetivos estratégicos para os próximos anos, o tema Desenvolvimento Solidário, Sustentável e Territorial (DSS-T) foi aprofundado entre os participantes.

O tema foi trabalhado em três perspectivas para que se pudesse ter um olhar bem amplo: em nível nacional, estadual e diocesano. O assessor do Secretariado Nacional Luís Cláudio Mandela fez sua fala nessa perspectiva nacional, explicando as raízes históricas desse desenvolvimento devastador que estamos presenciando, fazendo um elo com a corrupção no país.

Carlos Humberto Campos, assessor técnico do Secretariado Regional do Piauí, seguiu a mesma linha de contextualização histórica, apresentando números e projetos sociais das diversas entidades e articulações que oferece uma resistência ao atual modelo de desenvolvimento através de iniciativas comunitárias e principalmente a Economia Solidária.

Para contextualizar de forma mais restrita em nível de diocese, o voluntário da Cáritas em Parnaíba Rodger Marques, destacou a intervenção da entidade indo contra os grandes projetos, promovendo a construção de moradias dignas, regularização fundiária, valorização da infância, adolescência e juventude e atendimento emergencial que são algumas das ações realizadas na Diocese de Parnaíba.

Após o aprofundamento da temática, foi apresentado o balanço da ação da Cáritas nesse Quadriênio, com a apresentação dos resultados das oficinas interdiocesanas. Como trabalho de grupo, foi avaliado o alcance dos objetivos estratégicos no âmbito regional, como a gestão e a política de sustentabilidade contribuem para a realização das ações e que aspectos se configuram como fragilidades e limites para o alcance desses objetivos.

“Refletindo sobre o trabalho realizado e pensando nos próximos anos de atuação da entidade no país e não somente no Piauí, a Cáritas Brasileira tem grandes desafios. O primeiro deles é fortalecer e ampliar a ação voluntária, construir mecanismos de captação de recursos e promoção da sustentabilidade das ações, para fortalecer a REDE e suas parcerias. Além disso, não devemos esquecer de grandes desafios como o fortalecimento do movimento pela reforma agrária e os movimento de juventude”, enfatiza a Secretária Regional da Cáritas do Piauí.

Para Hortência Mendes, a entidade precisa ainda analisar as políticas existentes, como por exemplo, políticas de emergências, formação e comunicação, ou seja, “antes de defendermos a elaboração de novas políticas que irão nortear a nossa atuação, devemos fazer uma análise das nossas ações mediante os princípios das políticas de emergência, formação e comunicação já implementadas na entidade”, destaca a Secretaria.

A plenária optou por não modificar as prioridades estratégicas, mantendo-as para os próximos quatro anos. São elas: Promoção e Fortalecimento de Iniciativas Locais e Territoriais de Desenvolvimento Territorial Solidário e Sustentável; Defesa e Promoção de Direitos e Controle Social de Políticas Públicas; Fortalecimento da Articulação da Cáritas com as Pastorais Sociais, com as CEBs e com o Conjunto da Igreja; Organização e Fortalecimento da Rede Cáritas.

Foram definidas as delegações para o congresso e apontados os nomes para compor a Diretoria Nacional e Conselho Fiscal. Os nomes de Dom Sergio da Rocha (antes Arcebispo de Teresina, agora Arcebispo de Brasília) e Dom Juarez Sousa (Bispo de Oeiras) para a diretoria; e Lucineide Rodrigues (voluntária da Arquidiocese de Teresina) para o Conselho Fiscal.

Animação do Voluntariado

Para finalizar o congresso, foi realizado um encontro de Voluntariado, onde foi discutido o papel do voluntário na sociedade atual e como as pessoas podem atuar nas ações da Cáritas. Nesse momento foi realizada uma homenagem aos voluntários da entidade que tem dado um grande contributo nas ações da Cáritas.

Foram homenageados/as: Maria dos Remédios Silva Lima (Teresina), Rodger Marques de Souza Feitosa (Parnaíba), Francisco Barbosa de Aquino (Campo Maior), Maria Hosana de Araújo (Picos), Carlos Roberto Fonseca (Bom Jesus), Maria Umbelina Delmondes Cardoso (Floriano) e Aderaldo Mota de Ooliveira (São Raimundo Nonato). As pessoas homenageadas receberam um certificado de agradecimento pela sua ação voluntária por uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.

Confira as fotografias do IV congresso Regional e Encontro de Voluntariado da Cáritas

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tudo pronto para o IV Congresso Regional

Será realizado nos dias 15 e 16 de julho, a partir das 8h no Centro Guadalupe em Teresina, o IV Congresso Regional da Cáritas do Piauí. O evento se configura como um espaço de formação, troca de experiências e avaliação das ações da entidade no estado. A metodologia de trabalho desenvolvida será na perspectiva de uma pedagogia libertadora, construindo em mutirão o processo avaliativo através de quatro pontos: Ver, Julgar, Agir, Celebrar e Avaliar. O Congresso Regional é, principalmente, um momento de preparação para o IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira que acontecerá em novembro, em Passo Fundo (RS).

Como preparação para o Congresso Regional, foram realizados os encontros interdiocesanos, nos quais foram apresentadas as avaliações diocesanas sobre a atuação da Cáritas, experiências desenvolvidas a partir da perspectiva de Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSS-T). As Cáritas Diocesanas apontaram também sugestões para temas prioritários e ações principais para o próximo quadriênio. Essas discussões reaparecerão no congresso para definir a proposta do Piauí no Congresso Nacional.

“Queremos que esse momento seja também festivo e alegre para reanimar nossas forças e provocar em todas e todos nós energias positivas e benéficas para a construção do Novo. De novas relações, de novas formas de ver o mundo e o Planeta, de novas lutas, de novos paradigmas. Sempre com base nas Boas novas do Evangelho de Jesus Cristo”, afirma a Secretaria Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes.

Animação do Voluntariado

Para finalizar o congresso prestigiando o voluntariado que tem dado cor alegre e diferente às ações da Cáritas, será realizado um momento festivo e de animação dessa ação no Congresso. O Encontro de Voluntariado da Rede Cáritas no Piauí acontecerá no sábado, dia 16, a partir das 15h.

Durante o evento será discutido o que é voluntariado, o papel do voluntariado na sociedade atual, como agir como voluntário/a na Rede Cáritas. Serão também apresentadas ações que são desenvolvidas através do voluntariado e homenagens a voluntários/as que fizeram e fazem a diferença nessa rede de solidariedade.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Caminhos para uma Economia Popular e Solidária

Fortalecer as iniciativas produtivas de caráter associativo e comunitário realizadas pela população, promovendo o desenvolvimento local sustentável e solidário é um dos objetivos do projeto de Apoio às Finanças Solidárias com Base na Organização de Fundos Solidários – Mapeamento de Fundos Solidários, que está sendo desenvolvido pela Fundação Grupo Esquel Brasil em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES através do convênio nº 48343/2010.

Desenvolvido em todo o território nacional, desde abril deste ano, o projeto tem como entidade articuladora a Cáritas Brasileira e conta com a parceria do Banco do Nordeste, que realiza através do programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários (PAPPS), apoio aos Fundos Solidários na região do Semiárido Brasileiro.

O projeto de Apoio às Finanças Solidárias é resultado de um processo de articulação e mobilização conjunta entre diversas organizações coletivas, grandes redes de instituições da sociedade civil, governo, grupos e comunidades, pois, apesar do atual crescimento econômico do Brasil, milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais e urbanos continuam sem oportunidade de levar uma vida digna a partir dos frutos de seu próprio trabalho.

Entretanto, para essas famílias, a participação em iniciativas de produção associativa baseadas nos princípios da Economia Solidária - ES tem oferecido novas possibilidades e grandes conquistas em produção e melhoria da qualidade de vida. Nessa perspectiva, o projeto visa ainda à construção e conquista coletiva de políticas públicas de apoio e fomento aos Fundos Solidários nas suas mais diversas formas e metodologias a partir da construção de Redes Locais, Estadual e Territorial de Fundos Solidários, baseada nos princípios de Solidariedade, Cooperação e Ética.

Mapeamento no Piauí

No Piauí, os trabalhos estão acelerados. E a cada visita articulada com o apoio dos agentes locais das Cáritas Diocesanas, novas experiências e práticas de Economia Solidária e Fundos Solidários são encontradas. Até o momento foram mobilizadas 60 entidades da sociedade civil integrantes do Fórum Estadual de Economia Solidária, Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, além de diversos empreendimentos de ES e entidades que realizam atividade de apoio e consultoria a projetos sociais.

Foram visitadas e mapeadas experiências de hortas comunitárias na região de Floriano, grupos de criação de peixes em Barras, grupo de mulheres quebradeiras de côco e homens apicultores na região de Bom Jesus, grupo de confecção e vestimenta do bairro Buenos Aires, em Teresina, e experiências de EPS acompanhadas pela Cáritas Brasileira Regional do Piauí em diversas regiões do estado.

“A cada nova visita, deparo-me com a organização e encantadoras experiências de vida e de produção de homens e mulheres piauienses que sonham com recursos destinados para seus projetos produtivos e solidários. E essas novas práticas transformam a comunidade, aproximam as pessoas e geram novas relações de vida e de produção”, destaca a Agente de FS do Piauí, Sabrina Sousa.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tecnologias Sociais de Convivência com o Semiárido

Ao longo da história os grandes projetos contribuíram para que consolidasse a industria da seca. Condenou a população à exclusão da educação, levanto ao clientelismo e à corrupção. Essa aula traz ao debate as implementações que vão de encontro à indústria da seca e traz esperança para as comunidades superarem o paradigma do combate e construir processos de Convivência com o Semiárido.

Boa aula!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Famílias agricultoras do Piauí conhecem experiências de convivência em PE

Durante os dias 24 e 25 de junho, 12 agricultores/as familiares do município de Monsenhor Hipólito (PI), visitaram experiências em agricultura agorecológica nos municípios de Araripina, Ipubi, Exu e Ouricuri, região do Araripe pernambucano. Nas visitas, os agricultores e agricultoras puderam conhecer um modo de produção que respeita o meio ambiente, as práticas alternativas ao uso de agrotóxicos, o manejo de sistema agroflorestal, o beneficiamento de frutas, e também sobre organização comunitária.

Todos os agricultores que participaram das visitas foram beneficiados com a cisterna calçadão, uma das tecnologias do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), através da Cáritas Brasileira Regional do Piauí. Os reservatórios acumulam até 52 mil litros de água, que é destinada à produção de alimentos, a fim de garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras. Nas localidades visitadas foi possível perceber a forma como os/as agricultores/as de Pernambuco fazem o manejo da água da cistern
a para o melhor aproveitamento na produção.

No primeiro dia (24/06), no município de Exu, o grupo visitou a experiência de agricultura agroflorestal do casal de agricultores Vilmar Lermen e Maria Silvanete, que moram na comunidade da Serra dos Paus Dóias. A família utiliza o sistema de cultivo agroflorestal, que, em seu manejo, mistura plantas anuais, forrageiras, frutíferas, adubadoras e nativas. Nesse tipo de cultivo não se utiliza fogo, venenos ou adubos químicos.

“Agrofloresta é uma mistura de plantas e experimentos que criam uma relação entre si. O controle das formigas, por exemplo, é feito utilizando a manipueira da mandioca, as plantas iscas ou as repelentes”, explica Vilmar. A família ainda utiliza a borra da manipueira, riquíssima em cálcio, para adubar o solo, e, principalmente para o plantio de melancia, tomate e maracujá.

Seu Heleno explica como faz a produção de mudas de alface.
Foto: Mariana Gonçalves

Já o agricultor Heleno Nascimento, que mora no Sítio Samambaia, em Araripina, também foi visitado, e tem uma receita diferente para tratar das pragas: uma solução feita à base do Nim (Azadirachta indica). Ele contou que nos seus canteiros de hortaliças só utiliza defensivos naturais, além de priorizar a rotação de culturas. “Toda vez que se retira a produção de alface, por exemplo, se coloca outro tipo de hortaliça no local, para não desgastar o solo, e produzir sempre com a mesma qualidade”, ensina Seu Heleno.

Boa gestão da água - No segundo dia (25/06), os participantes do intercâmbio visitaram a experiência da família de Maria Viana, na comunidade do Vidéu Velho, município de Ouricuri. Na ocasião, os agricultores e agricultoras puderam aprender sobre o gerenciamento da água da cisterna calçadão que é feito pela família. “Nós fazemos o cálculo da quantidade de água que pode ser utilizada por dia, de modo que dure até o final do ano, período em que volta a chover na região”, conta Maria Viana. Segundo ela, os cálculos mostraram que a família só poderá começar a usar a água do reservatório em setembro; enquanto isso, a família utiliza a água de um barreiro próximo para produzir alimentos. Ela explicou ao grupo que no período de estiagem é muito importante ter a água da cisterna, pois o barreiro seca também.

A agricultora contou aos visitantes que antes da construção da cisterna de placas (16 mil litros), construída pelo Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), da ASA, e também da cisterna calçadão, a vida era muito difícil. “A gente não tinha reservatório nenhum, nem carroça, tinha que ir de carro de boi buscar água nas cacimbas, e às vezes as latas derramavam no meio do caminho, e a gente voltava novamente. Quando a gente chegava em casa não tinha onde armazenar a água, era um sofrimento”, conta Dona Maria Viana.

Segundo o agricultor José de Ribamar, da Chapada do Sítio em Monsenhor Hipólito, as experiências vivenciadas no intercâmbio deixaram os visitantes cheios de vontade para produzir alimentos. “Aqui a gente viu que dá certo, é só experimentar sem ter medo. É uma oportunidade não só de conhecer o que as outras famílias estão produzindo, mas também de trocar conhecimento, ensinar o que a gente sabe e ver o que eles fazem para melhorar de vida”, avalia o agricultor.


Mariana Gonçalves e Mariana Landim - comunicadoras populares da ASA

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vídeo-Cartas Cáritas - Fruto Daqui

Com legendas em Inglês

O projeto Fruto Daqui está instalado no município de José de Freitas, clima de transição entre o semiárido e a mata amazônica, e está localizado a 54km de Teresina. Dentro do projeto foram beneficiadas diretamente 50 comunidades para o aproveitamento de frutas tropicais, além de promover a comercialização dos produtos, na perspectiva da Economia popular Solidária. Outro objetivo foi proporcionar a organização comunitária e a segurança alimentar das famílias.

Fruto Daqui Polpa de Frutas "um produto naturalmente natural"

Realização: Cáritas Diocesana de Campo Maior e Cáritas Brasileira Regional do Piauí
Apoio: Catholic Relief Services - CRS e Cáritas Noruega

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Video-Cartas Cáritas - Projeto Fecundação

Com legendas em Inglês

O Projeto Fecundação da Cáritas Brasileira Regional do Piauí é uma ação coletiva na busca de melhores condições de vida para as famílias que vivem no semiárido. Este trabalho mostra uma boa experiência sobre a convivência com a região e as condições criadas com as ações que reforçam o debate sobre Desenvolvimento Sustentável e Solidário, valorizando a cultura, relações familiares e de gênero. Condições que afirmam o protagonismo das pessoas como cidadãs, parte importante de uma democracia.