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terça-feira, 14 de junho de 2011

Seminário discute a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

O Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência (CAPD) da Cáritas Diocesana de Picos comemorou nesta quinta-feira, dia 9 de junho, o Dia Estadual da Pessoa com Deficiência com uma exposição artística e seminário sobre a inclusão destas pessoas no mercado de trabalho.

O evento foi realizado na Câmara Municipal de Picos, com a presença dos vereadores Iata Anderson e José Luiz, bem como da Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra. Christiane Alli Fernandes, que ministrou uma palestra sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

"Esta inclusão é um instrumento da cidadania para que a pessoa com deficiência adquira sua autonomia sua independência e tenha sua cidadania plenamente efetivada. O Ministério Público do Trabalho tem como um das suas prioridades a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, no Piauí já vem sido feito vários trabalhos neste sentido, e aqui no município de Picos nós estamos com um projeto para o preenchimento a partir da reserva legal de vagas, que a lei prevê, então vamos chamar essas empresas que se enquadram para que elas possam se adequar à lei e possam contratar essas pessoas com deficiência, garantindo a sua efetiva inclusão", informa a procuradora.

O evento contou com a participação de diversos segmentos da sociedade, além organizações e grupos que apóiam este trabalho da CAPD em parceria com a APAE.

De acordo com a Professora Hosana Araújo, coordenadora da CAPD, este evento é a culminância de um trabalho que vem sendo realizado desde novembro do ano passado através do projeto "A Arte Vencendo Limites", que ofereceu as oficinas de Locução para Rádio, Modelagem em Argila, Desenho Artístico e Pintura em Tela para um grupo de jovens e adultos com deficiência, visando inclusão deste no mercado de trabalho, bem como o reconhecimento como pessoas capazes de desenvolver diversas atividades, inclusive trabalhar.

"Essas pessoas com deficiência até hoje são um pouco discriminadas, a partir deste trabalho a sociedade poderá reconhecer que eles têm suas potencialidades, só basta ser trabalhado", afirma a professora Hosana, que destaca ainda a ausência de órgãos voltados para formação de pessoas com deficiência.

Além do seminário, os participantes puderam apreciar e adquirir peças produzidas durante as oficinas do projeto "A Arte Vencendo Limites", o valor arrecadado com as vendas será revertido em outras ações formativas, que ajudem nesta inclusão. Aproveitando a revelação de talentos, três alunos do projeto se apresentaram cantando o hino de Picos, tocando violão e cantando, recitando poema "Deficiente" de Mario Quintana e interpretando a música "Balada do Louco" de Rita Lee.

Lana Krisna - Pascom/Cáritas Diocesana de Picos

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cáritas Diocesana de Picos organiza VII Caminhada da Solidariedade e da Paz

A caminhada reúne milhares de pessoas todos os anos
através do sentimento de solidariedade

A População de Picos e região vive a expectativa para a VII Caminhada da Solidariedade e da Paz, que no tema afirma: “Unidos Podemos Salvar a Natureza”. A partir deste evento é esperado que as pessoas atentem para pequenos gestos com o intuito de melhorar a convivência entre ser humano e meio ambiente.

A Caminhada acontece no próximo dia 5 de junho. Às 5h30h da manhã os caminheiros já devem estar concentrados no espaço ao lado da Igreja São Francisco de Assis, no Bairro Junco. Às 6h tem início a Santa Missa, em seguida a caminhada com destino à Praça Félix Pacheco, no centro de Picos. Este percurso é marcado pela alegria e a presença de milhares de pessoas de todas as idades, que são movidas cada vez mais pelo desejo de ajudar o próximo e promover a paz.

O kit com a camiseta e o boné custa R$ 12,00

Ainda há tempo para adquirir o seu Kit com a camiseta e boné em um dos postos de venda espalhados pela Diocese, como as secretárias paroquiais. Em Picos também disponível na Praça Félix Pacheco e sede da Cáritas. O Kit custa apenas doze reais, o dinheiro arrecadado com as vendas será revertido em ações sociais da Cáritas Diocesana, ou seja, retorna para a sociedade através projetos sociais que visam melhorar a vida de comunidades carentes.

De acordo com o padre Francisco Pereira Borges, Coordenador da VII Caminhada, é esperado mais de 5 mil caminheiros, bem como uma boa repercussão social. “Não esperamos que seja apenas uma caminhada que se repete, esperamos que a VII Caminhada possa repercutir entre as famílias, nos lares e entre os jovens algo tão precioso que é a paz”, afirma o coordenador.

Além da venda de kits, a coordenação também está realizando palestras educativas sobre o meio ambiente nas escolas públicas e privadas de Picos.

Lana Krisna – Cáritas Diocesana de Picos/Pascom

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Cáritas participa de manifestação em combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes em Picos

A Cáritas Diocesana de Picos participou na manhã desta quarta-feira, dia 18 de maio, da caminhada e panfletagem alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A caminhada teve início na Praça Josino Ferreira em Direção à Praça Félix Pacheco, e contou com a participação dos Jovens que integram o Projeto Adolescendo, localizado no Bairro Morada do Sol. Este projeto é uma iniciativa da Cáritas Regional e Diocesana e trabalha com a prevenção da gravidez na adolescência.

Desde sábado, dia 14, os jovens do Bairro Morada do Sol participam de atividades voltadas para o combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, como um momento de divulgação entre as próprias famílias e uma palestra educativa, que ocorreu no Salão Paroquial da Igreja São José Operário.

Para Alan Henrique, que tem 16 anos e integra o Adolescendo, é muito importante participar de uma atividade com esta, tendo em vista as crianças do Bairro Morada do Sol que sofrem com a exploração sexual sem que a sociedade tenha conhecimento. "Estamos aqui batalhando para que a sociedade possa se reunir e combater, acabar com esse abuso que acontece na nossa comunidade", afirma.

De acordo com Alcebíades Araújo, Presidente do Conselho Tutelar em Picos, só nos primeiros meses deste ano já foram registrados 18 casos de crianças e adolescentes vítimas de abuso, sendo 09 registros ocorridos no mês de abril. E mesmo com esse número de ocorrências, apenas uma agressora foi presa, os demais casos estão correndo inquérito na Polícia Civil e alguns já foram enviados ao judiciário.

"À medida que a população for tomando consciência, tendo segurança que as autoridades vão tomar as providências, acredito que este número tenda a aumentar cada vez mais, já que 18 casos não são números reais, apenas os que chegam à tona", acrescenta o presidente do conselho.

A manifestação contou ainda com a presença de alunos da rede municipal de ensino, estudantes de Serviço Social, profissionais do CREAS, CRAS, que são Centros de Referência para Assistência Social e Conselho Municipal dos Direitos das Crianças e dos Adolescentes.

Para denunciar abusos ou exploração sexual às crianças e adolescentes basta ligar para o Disque 100, telefone nacional que após receber a denúncia aciona o Ministério Público da comarca, entrar em contato com o Conselho Tutelar do município ou ainda a Polícia Militar através do Disque 190.


Lana Krisna - Cáritas Diocesana de Picos/ Pascom

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Criatividade das famílias ajuda a encher cisternas calçadão no Piauí

Na comunidade Capivara, 12 quilômetros da zona urbana do município de Massapê do Piauí, uma canalização diferente chama atenção das pessoas que passam pela porteira da casa de dona Teresinha Vita de Jesus. Essa canalização liga o telhado da casa da agricultora à sua cisterna calçadão construída através do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2) da Articulação no Semiárido Brasileiro (ASA Brasil), através da Cáritas Brasileira Regional do Piauí.

Dona Teresinha conta que ganhou sua cisterna em 2008, mas com o inverno fraco e a chuva pouca nunca tinha visto sua cisterna encher. Foi quando seu filho, Sebastião José de Araújo – o Bastim -, viu a idéia do agricultor Luis Gonzaga Carvalho, o Luís da Apolônia, que é seu vizinho.

“Meu filho viu que ele tinha puxado uns canos do telhado para o ‘cisternão’ e a gente resolveu fazer também. Quando a cisterna pequena enche, a gente engata os canos do ‘cisternão’. Desde que a gente recebeu essa cisterna ainda não tinha visto ela encher, por causa do inverno fraco. Agora com a água que escorre do calçadão e das telhas ela enche e é rápido”, conta a agricultora.

Dona Maria das Mercês dos Santos Reis, esposa do seu Luis da Apolônia, conta que a invenção surgiu quando a família viu a cisterna pequena sangrando e a água da chuva indo embora. Até então seu Luis ainda não tinha visto ninguém fazendo igual. “Ele viu que o cano enchia a cisterna pequena e resolveu experimentar ligar o telhado, que é bem grande, no ‘cisternão’ também”.

Na casa do seu Luís da Apolônia e dona Mercês, uma parte do telhado enche a cisterna pequena e a outra parte ajuda a encher a cisterna grande. E ainda sobrou telhado sem calha. A intenção do casal é buscar uma forma de aproveitar essa parte também. “Ano passado só encheu por causa dos canos, pois a chuva foi fraquinha. Se a gente pudesse tinha outra cisterna dessa para colocar essa água que ainda vai embora, porque água aqui é difícil”.

A estiagem no Piauí ano passado foi uma das maiores da década. Na região de Picos, onde o município de Massapê fica localizado, as últimas chuvas de 2010 caíram no mês de maio. Em Caldeirão Grande, município vizinho a Massapê, dona Eliene Josefa moradora da comunidade Pau Ferro - na contagem pluviométrica que faz todos os anos -, chegou a registrar a precipitação de somente 376 mm de chuva durante todo o período. No semiárido Piauiense o nível anual médio de precipitação é de 700 mm.

Mariana Gonçalves - Comunicadora Popular ASA Brasil/ FPCSA/ Cáritas

terça-feira, 29 de março de 2011

Prorrogadas as inscrições para o Curso de Especialização em Educação no Semiárido

A UESPI e a RESAB prorrogaram as inscrições para o Curso de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido, que irá acontecer no Campus da UESPI em Picos. As inscrições agora vão até o dia 08 de abril/2011.

A UESPI está oferecendo nesse curso 50 (cinquenta) vagas, todas gratuitas, sendo 40 (quarenta) vagas destinadas aos/às professores/as e coordenadores/as pedagógicos/as da educação básica da rede pública de ensino, em efetivo exercício do magistério, nos municípios do Semiárido piauiense e 10 (dez) vagas destinadas aos educadores populares e técnicos vinculados as organizações sociais.

segunda-feira, 14 de março de 2011

UESPI abre inscrição para curso de especialização em Educação Contextualizada

A Universidade Estadual do Piauí lançou, em parceria a Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB), o edital para seleção de professores e educadores populares interessados em participar do Curso de Especialização em Educação Contextualizada no Semiárido, que irá acontecer no Campus da UESPI em Picos.

O curso de especialização tem o objetivo contribuir na formação teorico-metodológica de professores e educadores populares, tendo como base os princípios da educação para a convivência com o Semiárido e conta com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Instituto Nacional do Semiárido (INSA) e Secretaria Estadual de Educação (SEDUC).

A UESPI está oferecendo nesse curso 50 (cinquenta) vagas, todas gratuitas, sendo 40 (quarenta) vagas destinadas aos/às professores/as e coordenadores/as pedagógicos/as da educação básica da rede pública de ensino, em efetivo exercício do magistério, nos municípios do Semiárido piauiense e 10 (dez) vagas destinadas aos educadores populares e técnicos vinculados as organizações sociais que participam da Rede de Educação no Semiárido Brasileiro (RESAB).

As inscrições serão realizadas diretamente na UESPI – Campus de Picos, no período de 14 a 28 de março, nos seguintes períodos das 8 às 11h e das 14 às 17h.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

ASA Piauí avalia projeto Cisternas nas Escolas

“Pobreza, miséria, analfabetismo, doenças e baixa expectativa de vida. Essa é a realidade do Semiárido, propagada e consolidada no imaginário social. Não é resultado de calamidade originada no clima e na manifestação do fenômeno da seca, é uma construção humana, passível, portanto de ser revertida”. Foi com essas palavras que o coordenador executivo do Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, Carlos Humberto Campos, iniciou o Encontro de Avaliação do Projeto Cisternas nas Escolas.

O encontro aconteceu nos dias 17 e 18 de fevereiro no Picos Hotel, em Picos (PI) e reuniu comissões municipais, secretários/as municipais de educação, zeladores, professores e equipes que executam o projeto. O evento teve o objetivo de avaliar os processos de mobilização da comunidade escolar em torno da construção das cisternas e como ela poderá servir como instrumento pedagógico para políticas de convivência com a região semiárida piauiense.

A tecnologia social, que acumula água da chuva para suprir as necessidades de consumo humano que já atendeu a mais de 300 mil famílias, foi estendida para escolas rurais de nove estados do Semiárido brasileiro. Nas unidades de ensino, os reservatórios tiveram sua capacidade ampliada para 52 mil litros. O projeto Cisternas nas Escolas, uma iniciativa da Articulação no Semi-árido Brasileiro (ASA Brasil), construiu 843 reservatórios em escolas da zona rural. Destas, 55 foram destinadas a municípios piauienses.

Os municípios contemplados com o projeto foram: Acauã, Capitão Gervásio Oliveira, Coronel José Dias, Inhuma, Ipiranga do Piauí, Jacobina do Piauí, Jurema, Oeiras, Pedro II, Picos, Piracuruca, Queimada Nova, São José do Divino, São Raimundo Nonato.

A água da cisterna escolar será utilizada para o consumo de crianças, professores e funcionários de escolas, pois no Semiárido, é comum muitas escolas pararem de funcionar por causa da falta de água. Na lógica do projeto, os professores e alunos são chamados a acompanhar o processo da implantação e a zelar pelo bom uso das cisternas e, além disso, a trabalhar a educação contextualizada a partir das cisternas. Deste modo, todas as disciplinas podem ser trabalhadas a partir do tema ‘Água e Cisternas’ e, assim, o debate sobre a convivência com o Semiárido entra na escola.

Segundo o Secretário Municipal de Educação de Acauã, José Edivaldo, o município tem sofrido bastante com a falta de água, que é escassa nos meses mais quentes do ano. “Muitas vezes temos que nos deslocar ao município de Afrânio (PE) para buscar água potável. Essas cisternas vieram para melhorar a vida das pessoas. Primeiro para as famílias, e agora para a comunidade escolar”. O professor salientou ainda a importância da parceria estabelecida entre a ASA e a prefeitura como uma motivação para os gestores pensarem mais no social.

Os participantes avaliaram o projeto como essencial para a garantia dos alunos em sala de aula o ano todo, mas sugeriram algumas mudanças. A proposta das pessoas que participaram do encontro é que o projeto também seja ampliado para a produção de alimentos, a fim de complementar a formação dos alunos em agroecologia e segurança alimentar. Uma forma de ampliar o debate sobre a Convivência com a região dentro da sala de aula.

O projeto é realizado pela ASA Brasil em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), a Agência de Cooperação Espanhola e o Instituto Ambiental Brasil Sustentável (IABS) e apoio do Unicef.

Educação a partir do contexto local

Ao longo de vários anos foi construída a imagem de que o semiárido é lugar de morte. E um dos responsáveis por essa visão por muitos anos, foi a escola que acabou reforçando essa idéia. Entretanto, muitas escolas tem adotado a educação contextualizada para modificar essa realidade indo na contramão da história. “A partir da Educação Contextualizada a escola começou a se inserir na realidade onde atua e tem ajudado as crianças e seus pais a conhecer melhor suas realidades e, principalmente, a construir conhecimento para mudar a realidade de injustiça em que se vive”, salienta Carlos Humberto.

Para isso muitas iniciativas estão sendo construídas em diversos municípios do semiárido para a concretização desse modelo de educação. Segundo Zumira Netinha, professora da Unidade Escolar Boca da Serra em Jurema, uma realidade do município é a graduação e especialização dos professores. “Hoje podemos dizer que em Jurema professores e professoras da rede pública na sua maioria são graduados e especializados para lecionarem em Escolas Famílias Agrícolas (EFAs). E isso diminuiu a evasão escolar e a migração, pois muitos alunos tem desistido de ir para outros lugares tentar a vida e ficar na sua terra”. Para a professora, através das especializações os professores conseguem visualizar e repassar perspectivas de vida para os alunos dentro da realidade em que se vive.

Mariana Gonçalves - comunicadora popular FPCSA/ ASA Brasil/Cáritas