Mostrando postagens com marcador solidariedade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador solidariedade. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 19 de julho de 2011

Agentes da Cáritas do Piauí se reúnem em Congresso Regional

O evento foi um espaço de análise do trabalho e planejamento das ações da entidade para o quadriênio 2012-2015

A Cáritas Brasileira Regional do Piauí promoveu, nos dias 15 e 16 de julho em Teresina, um dos eventos mais importantes da entidade: o IV Congresso Regional. O evento que reuniu representantes das oito dioceses do Estado, foi um importante espaço de formação, troca de experiências e avaliação das ações da Cáritas no Piauí. O Congresso Regional foi também um momento de preparação para o IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira que acontecerá em novembro, em Passo Fundo (RS).

Organizado através de uma pedagogia libertadora, construindo em mutirão o processo avaliativo através de cinco pontos: Ver, Julgar, Agir, Celebrar, Avaliar, o IV Congresso da Cáritas do Piauí é “uma oportunidade de toda a rede Cáritas avaliar sua atuação, verificar os impactos na vida das comunidades, grupos e famílias onde as ações foram desenvolvidas nesses últimos quatro anos de trabalho”, destaca a Secretaria Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes.

Permeada pelo espírito da mística e espiritualidade aliado com o tema do Congresso Nacional “Sementes de um Projeto Popular”, foram discutidos além das prioridades e objetivos estratégicos para os próximos anos, o tema Desenvolvimento Solidário, Sustentável e Territorial (DSS-T) foi aprofundado entre os participantes.

O tema foi trabalhado em três perspectivas para que se pudesse ter um olhar bem amplo: em nível nacional, estadual e diocesano. O assessor do Secretariado Nacional Luís Cláudio Mandela fez sua fala nessa perspectiva nacional, explicando as raízes históricas desse desenvolvimento devastador que estamos presenciando, fazendo um elo com a corrupção no país.

Carlos Humberto Campos, assessor técnico do Secretariado Regional do Piauí, seguiu a mesma linha de contextualização histórica, apresentando números e projetos sociais das diversas entidades e articulações que oferece uma resistência ao atual modelo de desenvolvimento através de iniciativas comunitárias e principalmente a Economia Solidária.

Para contextualizar de forma mais restrita em nível de diocese, o voluntário da Cáritas em Parnaíba Rodger Marques, destacou a intervenção da entidade indo contra os grandes projetos, promovendo a construção de moradias dignas, regularização fundiária, valorização da infância, adolescência e juventude e atendimento emergencial que são algumas das ações realizadas na Diocese de Parnaíba.

Após o aprofundamento da temática, foi apresentado o balanço da ação da Cáritas nesse Quadriênio, com a apresentação dos resultados das oficinas interdiocesanas. Como trabalho de grupo, foi avaliado o alcance dos objetivos estratégicos no âmbito regional, como a gestão e a política de sustentabilidade contribuem para a realização das ações e que aspectos se configuram como fragilidades e limites para o alcance desses objetivos.

“Refletindo sobre o trabalho realizado e pensando nos próximos anos de atuação da entidade no país e não somente no Piauí, a Cáritas Brasileira tem grandes desafios. O primeiro deles é fortalecer e ampliar a ação voluntária, construir mecanismos de captação de recursos e promoção da sustentabilidade das ações, para fortalecer a REDE e suas parcerias. Além disso, não devemos esquecer de grandes desafios como o fortalecimento do movimento pela reforma agrária e os movimento de juventude”, enfatiza a Secretária Regional da Cáritas do Piauí.

Para Hortência Mendes, a entidade precisa ainda analisar as políticas existentes, como por exemplo, políticas de emergências, formação e comunicação, ou seja, “antes de defendermos a elaboração de novas políticas que irão nortear a nossa atuação, devemos fazer uma análise das nossas ações mediante os princípios das políticas de emergência, formação e comunicação já implementadas na entidade”, destaca a Secretaria.

A plenária optou por não modificar as prioridades estratégicas, mantendo-as para os próximos quatro anos. São elas: Promoção e Fortalecimento de Iniciativas Locais e Territoriais de Desenvolvimento Territorial Solidário e Sustentável; Defesa e Promoção de Direitos e Controle Social de Políticas Públicas; Fortalecimento da Articulação da Cáritas com as Pastorais Sociais, com as CEBs e com o Conjunto da Igreja; Organização e Fortalecimento da Rede Cáritas.

Foram definidas as delegações para o congresso e apontados os nomes para compor a Diretoria Nacional e Conselho Fiscal. Os nomes de Dom Sergio da Rocha (antes Arcebispo de Teresina, agora Arcebispo de Brasília) e Dom Juarez Sousa (Bispo de Oeiras) para a diretoria; e Lucineide Rodrigues (voluntária da Arquidiocese de Teresina) para o Conselho Fiscal.

Animação do Voluntariado

Para finalizar o congresso, foi realizado um encontro de Voluntariado, onde foi discutido o papel do voluntário na sociedade atual e como as pessoas podem atuar nas ações da Cáritas. Nesse momento foi realizada uma homenagem aos voluntários da entidade que tem dado um grande contributo nas ações da Cáritas.

Foram homenageados/as: Maria dos Remédios Silva Lima (Teresina), Rodger Marques de Souza Feitosa (Parnaíba), Francisco Barbosa de Aquino (Campo Maior), Maria Hosana de Araújo (Picos), Carlos Roberto Fonseca (Bom Jesus), Maria Umbelina Delmondes Cardoso (Floriano) e Aderaldo Mota de Ooliveira (São Raimundo Nonato). As pessoas homenageadas receberam um certificado de agradecimento pela sua ação voluntária por uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Parceria constrói mais 11 cisternas no Piauí

Federações e comitês solidários de bancos tem fortalecido ações em comunidades do estado

Uma parceria entre o Comitê Betinho do Banco Santander, Fenae – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Nacional, o Comitê Verbo Divino do Banco do Brasil e a Cáritas Brasileira Regional do Piauí construirá mais 11 cisternas no interior do Piauí. As cisternas fortalecerão ações de Convivência com o Semiárido desenvolvidas pela Cáritas no município de Sigefredo Pacheco, Diocese de Campo Maior, através de uma parceria com o Banco do Nordeste.

A previsão de recursos disponibilizados é de R$17.827,4, sendo o custo unitário da cisterna de R$1.623,40. Junto com a cisterna está previsto curso de capacitação em Gestão de Recursos Hídricos, que ensinará as famílias o cuidado com a água da cisterna para mantê-la sempre potável e a não desperdiçar para que dure durante todo o período de estiagem.

Na seleção das famílias, a comissão gestora levou em consideração critérios como: casas com pessoas idosas, com mais crianças, chefiada por mulheres, dificuldade de acesso à água potável. As famílias beneficiadas tem em média 05 (cinco) integrantes, fazendo com que o projeto atinja cerca de 55 pessoas.

Em geral os municípios do semiárido são pobres, tem economia com base no setor primário, agregando condições que os colocam na mesma escala no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, o qual fica em torno de 0,50. De acordo com o ultimo levantamento do PNUD, o IDH de Sigefredo Pacheco é de 0,58.

Ação conjunta fortalece o voluntariado e a solidariedade

Cisterna construída em São Gonçalo do Gurguéia

O Comitê Betinho foi pioneiro em São Paulo na ação solidária para a construção de cisternas (tanque abaixo do nível do solo que acumula 16 mil litros de água da chuva para beber e para uso doméstico). O trabalho iniciado em 1998 com diversos parceiros permitiu a construção de 184 cisternas em diversos estados do Nordeste do Brasil. Em 2009 o Comitê Betinho ajudou a Cáritas a beneficiar 06 (seis) famílias com água de qualidade para beber e cozinhar na cidade de Gilbués/São Gonçalo do Gurguéia*, Diocese de Bom Jesus.

Para Fabiana Matheus, diretora de finanças da Fenae, “parcerias como esta, em benefício da comunidade é uma tradição do funcionalismo da CEF. A Associação de Pessoal de São Paulo e o Comitê Betinho construíram duas brinquedotecas na rede pública de saúde em São Paulo, em 2002 e 2003, e também editou 30 mil cartilhas em combate ao trabalho infantil”, lembra Fabiana.

“O Comitê investe nas cisternas, pois sua construção apresenta uma ótima relação custo benefício e possibilita que as pessoas bebam água limpa e saudável e que traz dignidade, afirma José Roberto Vieira Barboza, presidente do Comitê Betinho.

Para Hortência Mendes, Secretária Regional da Cáritas, o Comitê Betinho tem trabalhado de uma forma magnífica em todo o país na perspectiva de combate à fome. “Uma coisa boa é que o Comitê não ficou preso somente a isso. As pessoas que o fazem tem dado passos importantes nas questões solidárias quando vêem outras necessidades fundamentais das famílias mais empobrecidas como a falta de água”, relata.

Com a Fenae, a Cáritas desenvolveu no período de 2009 a 2010 atividades no âmbito da Economia Popular Solidária em Caraúbas, Diocese de Parnaíba. As atividades tiveram o objetivo de organizar associações e cooperativas para a produção e comercialização, apoiando grupos de horticultura, artesanato e beneficiamento de leite.

“Essa inter-relação entre as diversas entidades ajuda a fortalecer a ação solidária em todas as frentes, envolvendo as várias pessoas desde voluntárias a funcionárias públicas na ajuda àquelas que mais precisam” explica Hortência.

*Quando o projeto foi elaborado, São Gonçalo do Gurguéia era uma comunidade no município de Gilbués.

Mariana Gonçalves, com informações da Fenae e Comitê Betinho

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cáritas Diocesana de Picos organiza VII Caminhada da Solidariedade e da Paz

A caminhada reúne milhares de pessoas todos os anos
através do sentimento de solidariedade

A População de Picos e região vive a expectativa para a VII Caminhada da Solidariedade e da Paz, que no tema afirma: “Unidos Podemos Salvar a Natureza”. A partir deste evento é esperado que as pessoas atentem para pequenos gestos com o intuito de melhorar a convivência entre ser humano e meio ambiente.

A Caminhada acontece no próximo dia 5 de junho. Às 5h30h da manhã os caminheiros já devem estar concentrados no espaço ao lado da Igreja São Francisco de Assis, no Bairro Junco. Às 6h tem início a Santa Missa, em seguida a caminhada com destino à Praça Félix Pacheco, no centro de Picos. Este percurso é marcado pela alegria e a presença de milhares de pessoas de todas as idades, que são movidas cada vez mais pelo desejo de ajudar o próximo e promover a paz.

O kit com a camiseta e o boné custa R$ 12,00

Ainda há tempo para adquirir o seu Kit com a camiseta e boné em um dos postos de venda espalhados pela Diocese, como as secretárias paroquiais. Em Picos também disponível na Praça Félix Pacheco e sede da Cáritas. O Kit custa apenas doze reais, o dinheiro arrecadado com as vendas será revertido em ações sociais da Cáritas Diocesana, ou seja, retorna para a sociedade através projetos sociais que visam melhorar a vida de comunidades carentes.

De acordo com o padre Francisco Pereira Borges, Coordenador da VII Caminhada, é esperado mais de 5 mil caminheiros, bem como uma boa repercussão social. “Não esperamos que seja apenas uma caminhada que se repete, esperamos que a VII Caminhada possa repercutir entre as famílias, nos lares e entre os jovens algo tão precioso que é a paz”, afirma o coordenador.

Além da venda de kits, a coordenação também está realizando palestras educativas sobre o meio ambiente nas escolas públicas e privadas de Picos.

Lana Krisna – Cáritas Diocesana de Picos/Pascom

terça-feira, 5 de abril de 2011

O livro "O Sonho Construído em Mutirão" agora versão online. Boa Leitura!

Para contar a história do sonho que foi construído coletivamente entre as famílias do município de Coronel José Dias, a Cáritas Brasileira Regional do Piauí organizou o livro “O Sonho Construído em Mutirão: uma experiência de convivência com o semiárido”. O livro conta toda a trajetória do projeto desde a idealização, diagnósticos, implantação e resultados concretos no município. Nele buscou-se retratar os impactos sociais, ambientais e culturais da experiência, mostrando as ações desenvolvidas, o caráter dessas ações, desafios e importância para a população da região que busca melhores condições de vida.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cáritas apresenta livro com trajetória do Projeto Fecundação

Em 1605, Miguel de Cervantes escrevia a seguinte frase no seu mais célebre livro Dom Quixote: “Sonho que se sonha sozinho é apenas um sonho. Sonho que se sonha junto é o começo da realidade”. A frase pode até ter sido escrita a centenas de anos, mas nunca foi tão atual na realidade das famílias beneficiadas pelo Projeto Fecundação em
Coronel José Dias.

Para contar a história desse sonho que foi construído coletivamente entre as famílias do município, a Cáritas Brasileira Regional do Piauí organizou o livro “O Sonho Construído em Mutirão: uma experiência de convivência com o semiárido”. O livro conta toda a trajetória do projeto desde a idealização, diagnósticos, implantação e resultados concretos no município.

Nele buscou-se retratar os impactos sociais, ambientais e culturais da experiência, mostrando as ações desenvolvidas, o caráter dessas ações, desafios e importância para a população da região que busca melhores condições de vida.

Para apresentar essa experiência para a sociedade a Cáritas realizou na manhã da ultima sexta-feira (25) um café da manhã de lançamento do livro. Participaram do evento comunidades, Cáritas Diocesanas, Diretoria Nacional da Cáritas Brasileira, Pastorais Sociais, Secretaria Municipal de Educação de Coronel José Dias, Delegacia Regional do Trabalho, Banco do Nordeste, Governo do Estado, Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, Assembléia Legislativa do Piauí.

João Evangelista Oliveira e Rosângela Ribeiro de Carvalho
organizadores do livro

Agente da Cáritas desde 1996, Iran Morais contou como foi o início do projeto. Segundo ele, quando se começou a falar em convivência com a região o projeto ainda se chamava ‘El Niño’ e a partir da Carta de São Raimundo Nonato que se começou a planejar ações mais consistentes na região. “O Projeto Fecundação foi uma construção principalmente coletiva, no sentimento de que não se faz nada sozinho. A alegria é saber que a partir desse projeto foram fecundados outros como o ‘Vida e Dignidade no Sertão do Piauí’ que ajudou a formar técnicos agrícolas”. O agente conta ainda que o projeto provocou profundas transformações em Coronel José dias. “O município foi todo coberto com cisternas e possibilitou o envolvimento de todos em mutirão, na partilha e na solidariedade”, completou Iran.

A vice-presidente da Cáritas Brasileira, Anadete Reis, contou a trajetória das discussões em todo o Brasil para a consolidação do Programa de Convivência com o Semiárido no país. “Diante da realidade de abandono da região, a Cáritas começou a discutir ações mais eficientes. O primeiro desafio foi captar recursos e depois onde colocar a experiência. Foram várias as discussões até chegar ao Piauí, em comum acordo com os outros estados. Essa mesma discussão foi feita em nível local até chegar a Coronel José dias”. Ela ressaltou que o Projeto Fecundação nos mostra concretamente a forma de trabalhar da Cáritas a partir da construção coletiva com parcerias e também que é possível ter uma intervenção concreta na área da Educação para a melhoria de vida das pessoas.

Intervenção que foi ratificada por Filomena Neiva, representante da SEMEC de Coronel José Dias, que falou da importância das ações no modo de ensinar das escolas da rede pública. “Esse projeto deu subsídio para que nossos professores conhecessem melhor o que realmente é o Semiárido e suas possibilidades. Foram ministradas nove oficinas pedagógicas, mas nossa maior conquista foi o Plano Municipal de Educação que foi construído a partir da nossa realidade e com contribuição coletiva”, afirma Filomena.

Lúcia Araújo, representante do Governo do Estado, também fez parte da gestação do projeto e lembrou dos desafios iniciais. Ela ressaltou a importância das parcerias locais para concretização das experiências e colocou-se a disposição para estudar novas parcerias com o governo para o beneficiamento de mais famílias. A deputada Rejane Dias, representante da Assembléia Legislativa, também se colocou à disposição para implementar políticas públicas para o semiárido, a fim de levar transformações reais à região a partir do coletivo.

A secretária regional da Cáritas Brasileira, Hortência Mendes, encerrou o momento agradecendo a presença de todos/as comunidades e parcerias, ressaltando a união na construção de um novo modelo de solidariedade. “Devemos cultivar esse sentimento de solidariedade. Por mais problemas que a sociedade apresente não nos impede de trilhar novos caminhos porque Deus está conosco guiando nossos passos”, finalizou.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Solidariedade feminina

Mulheres do Tombador, em Itainópolis (PI), se destacam no manejo com os animais

Uma estrada estreitinha e uma barragem dão as boas vindas à comunidade Tombador, no município de Itainópolis no Piauí. Lá um grupo de mulheres batalhadoras tem mostrado que a força da mulher não está só na cozinha, cuidando do preparo do alimento da família, mas também na conquista desse alimento.

Maria Iraci da Costa, Adalveniza Ana da Costa e Leda Maura da Silva tem investido na criação de carneiros e ovelhas para alimentar a família. Já Maria Moreira da Costa, Josefa Joana do Espírito Santo, Expedita Joana do Espírito Santo, Maria Neta de Lima e Maria Sila da Costa tem criado galinhas caipiras.

A história desse grupo quem nos conta é Dona Iraci, coordenadora da Igreja Católica da comunidade, e numa das reuniões ela ficou sabendo da chegada do Projeto Fecundação da Cáritas Brasileira Regional do Piauí, com apoio da Manos Unidas. E gostou tanto da idéia que resolveu conversar com as outras pessoas para aceitar o projeto e trabalhar para que ele dê certo.

O projeto através de Fundos Produtivos Solidários levou o investimento para a criação de galinhas caipiras, ovelhas e carneiros para as famílias. Dona Iraci explica que, junto com o dinheiro pra comprar os animais, foram promovidos mutirões para montagem dos apriscos, cercados das galinhas e manejo adequado dos animais.

A escolha dos animais para a criação foi feita em acordo com as famílias. Segundo a agricultora, as mulheres assumiram a atividade com afinco e se reuniram para decidir quem iria criar o que. Quem tem pasto ficou com as criações e quem não tem ficou com as galinhas.

A força das mulheres do Tombador foi descoberta também na realização dos mutirões agroecológicos. Em um deles se registrou a participação de apenas 1 homem enquanto que as outras 11 participantes eram mulheres. Mas os homens não ficaram de fora do processo, foram eles que ficaram encarregados de retirar toda a madeira para a construção dos cercados e ajudar na montagem deles também.

Nos mutirões agroecológicos elas aprenderam a manter a saúde dos animais com a limpeza correta e periódica dos chiqueiros. Foi orientada as formas de como aproveitar o esterco que é retirado, preparando corretamente para a aplicação na plantação. Além da aplicação correta de medicamentos e castração dos animais. Nas galinhas foram explicadas formas de fabricação do cercado e alimentação adequada e o que também pode ser aproveitado para a alimentação delas.

Dona Iraci conta que vários remédios caseiros podem ser utilizados. “O álcool com angico, pau-ferro e ameixa para o umbigo e cicatrização de cortes. O remédio não serve só para os animais, uma pessoa que tiver um corte também pode usar sem problema”. Outro remédio usado é o Mastruz que elas colocam para secar, pisa e mistura no milho e no sal.

No caso dos ovinos, as famílias receberam 3 ovelhas para cada carneiro. A família dela conseguiu aumentar a produção para 25 cabeças e já venderam 7 cabeças. E as crias estão dando de 2, fazendo com que o rebanho aumente mais rápido.

Ela ensina algumas técnicas para criar os animais da melhor forma. Ela separa as ovelhas paridas dos demais animais para que não corra o risco dos outros matarem. “Às vezes algumas ovelhas não dão leite o suficiente para dar de mamar aos burregos, aí a gente dá leite de vaca com um pouco de água para não ficar muito forte”. Ela conta que o filhote criado com leite de gado fica mais formoso ainda.

A criação da família é abatida principalmente para consumo, mas quando é preciso comprar outras coisas eles vendem para ganhar o dinheiro necessário. O quilo é vendido a R$ 8,00 (oito reais), algumas criações dão um peso de 15 kg.

E tudo foi feito em espírito de solidariedade com as famílias. A cada dia, o grupo tirava madeira para a construção dos cercados de cada família. Sempre ajudando uns aos outros. Para conseguir um preço melhor para as telhas, o cimento e as telas dos galinheiros, todos e todas se juntaram para comprar tudo junto.

Dona Iraci conta que, por conta da estiagem desse ano, muita gente teve que vender parte da criação, mas ela foi persistente e acreditou que iria conseguir segurar seus animais por mais tempo. Mas o sentimento conjunto de que acreditando e com muito trabalho as coisas dão certo ainda existe na comunidade.

A devolução do fundo é feita de acordo com o lucro das famílias e condições climáticas, corrigido pelo salário mínimo. A esperança que as famílias consigam fazer com que essa atividade se consolide e ajude outras famílias também é algo bem forte na mente das mulheres do Tombador.

Por Mariana Gonçalves para o Boletim "O Candeeiro", informativo do Programa Uma terra e Duas Águas da ASA Brasil.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Apresentação

Todos os anos surgem novas formas de comunicação, principalmente com os avanços tecnológicos. Essas novas formas tem diminuído as distancias entre as pessoas e feito com que a informação possa chegar mais rápido a todos e todas. Isso remete muito à palavra “Globalização”, que outrora nosso Bispo Dom Pedro Brito, se referiu como uma palavra não muito querida pelos Movimentos e Pastorais Sociais.

“E com razão. [Globalização] Parece coisa de neoliberal. O que não pode deixar de gostar é da “globalização da caridade” e da “solidariedade” (DA 64). Parafraseando Aparecida: só assim se transforma o Piauí em um Estado da Esperança e do Amor. Para mim, não há definição melhor para o trabalho da Cáritas do que a “caridade globalizada”, em favor dos pobres. A rede pela qual a Igreja globaliza sua caridade e seu amor é a Cáritas. A Cáritas é o amor de Jesus e da Igreja globalizado, universalizado, para o irmão mais pobre”.

Essa globalização da caridade e da solidariedade não pode ser vista sem se falar em comunicação e nas novas formas de comunicar que tem surgido. A Internet é uma delas. Uma grande rede de milhares de computadores interligados uns aos outros trocando informações a todo segundo, em todas as partes da Terra.

E para diminuir a distancia entre a Cáritas do Piauí e a comunidade global, estamos disponibilizando nossas notícias, artigos, projetos, fotografias, vídeos etc, para que todas as pessoas possam conhecer a Cáritas e se reconhecer na nossa missão. O Blog é aberto para comentários para que todos e todas possam participar ativamente dessa Rede de Solidariedade pela Vida!

Nossa Missão:

“Testemunhar e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo, defendendo a vida, promovendo e animando a solidariedade libertadora, participando da construção de uma nova sociedade com as pessoas em situação de exclusão social”.

Esperamos vê-los sempre visitando e participando desse espaço que é nosso. Informações, textos, artigos, sugestões, fotografias etc, estaremos recebendo no nosso email: comunicacaopi@caritas.org.br.

Boa leitura a todos e todas!!!