quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Cáritas e UFPI lançam programa para a Terceira Idade

A Cáritas Diocesana de Picos em Parceria com a Universidade Federal do Piauí acaba de lançar o Programa de Extensão NETI (Núcleo de Estudo da Terceira Idade), que envolve os projetos dos cursos de Pedagogia, Enfermagem e Nutrição do Campus Senador Helvídio Nunes.

O programa inicia com uma turma piloto de 40 idosos, todos encaminhados através da Cáritas, terá duração de 200 horas com uma programação voltada à formação e ampliação de saberes na área de educação e saúde, que devem ser somados ao conhecimento adquirido ao longo da vida de cada um dos participantes.

De acordo com o Pe. Flávio Santiago, Vice-Presidente da Cáritas Diocesana e Vigário Geral da Diocese de Picos, “a função da Cáritas é promover a solidariedade, o encontro e trabalhar para diminuir do tecido social a chaga exclusão”. O padre acrescenta que, segundo o IBGE houve um crescimento da população na faixa da terceira idade, acompanhado do aumento da expectativa de vida, por isso a preocupação em saber como estão vivendo os idosos e o que fazer para que eles não levem uma vida à margem da sociedade.

“A Cáritas Diocesana sensível à realidade e inspirada nos ensinamentos de Jesus bateu às portas da Universidade Federal do Piauí em busca de parcerias que permitissem trabalhar com as pessoas da terceira idade”, afirma.

Segundo a professora Laura Formiga, coordenadora do Núcleo de Estudos da Terceira Idade, a expectativa é retirar esses idosos do sedentarismo e da exclusão social, trazendo-os para a universidade como universitários, onde haverá o processo de ensino-aprendizagem para ambas as partes. “Esperamos que eles atuem como disseminadores do que foi aprendido nos projetos, para que outros idosos possam se interessar e fazer parte das próximas turmas. Como teste piloto teremos os cursos de Pedagogia, Enfermagem e Nutrição, onde cada um vai desenvolver atividades específicas à sua área e futuramente contaremos também com a adesão dos demais cursos do Campus”, disse.

Na oportunidade, participantes do NETI se manifestaram falando da alegria em poder participar, voltar à sala de aula e aprender para também ensinar. “Fiquei na expectativa como se fosse a primeira vez a ir para escola, acho muito importante esta iniciativa, muitas vezes os nossos direitos não são respeitados, vez por outra encontramos uma barreira e precisamos lutar para que o nosso espaço seja garantido, as pessoas me perguntaram se eu fiz vestibular ou vou entrar como portadora de diploma, e eu disse que não, a minha idade me garante esta oportunidade”, agradeceu a senhora Raquel Antonia da Silva à Cáritas e à Universidade Federal do Piauí.

Fonte: Protal Acessepiaui.com.br

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A Sociedade não aguenta mais a exploração e o desrespeito

Artigo de opinião

Li atentamente o artigo 2, “ACERCA DOS ÚLTIMOS ACONTECIMENTOS EM TERESINA”. Publicado na página OPINIÃO, no dia 16/09/11, neste conceituado meio de comunicação. Confesso, me senti provocado a manifestar minha opinião.

Recentemente visitei a Europa, viajando por nove países do velho continente, entre eles Inglaterra, França, Itália, Espanha, Holanda, Alemanha... Em que pese todas as crises e dilemas dessas sociedades, não podemos deixar de reconhecer que além da riqueza cultural, da responsabilidade social e do bem estar da população, prevalece nesses países o senso da Consciência Coletiva. Ou seja, o Estado e a Sociedade priorizam respeitam, coletivamente, os direitos de cidadania. Vive-se bem, muito bem, mesmo os pobres.

Enquanto que, no Brasil, o Estado abandonou a sociedade, os ricos demonstram maior ostentação e desprezo pelos pobres do que em qualquer país do mundo. Apesar disso, os brasileiros ricos são pobres. Continuam na pobreza porque compram sofisticados automóveis importados, com todos os exagerados equipamentos da modernidade, mas ficam horas engarrafados ao lado dos ônibus desconfortáveis, lotados de trabalhadores das grandes periferias e dos subúrbios.

Aqui em Teresina, há muito tempo ouvimos falar em licitação para melhorar o transporte coletivo; Há muito tempo ouvimos falar em integração das linhas de ônibus; Há muito tempo ouvimos falar em melhores terminais de paradas de ônibus; Há muito! Entretanto, não há nada. Será que esse discurso também não é vandalismo institucionalizado, amparado por uma legislação que muito vezes prioriza os ricos em detrimento dos mínimos direitos dos pobres?

Essa massa humana de jovens estudantes, de futuros gestores da sociedade, cidadãos e cidadãs, que se manifestaram contra a arbitrariedade de um poder empresarial, apoiados por “políticos” desonestos, corruptos, que enganam, roubam e ainda pousam de pessoas honradas. Essa abandonada e excluída juventude, ainda tem que carregar as severas críticas e acusações dos chamados “Cães de Guardas” de um modelo Político e Econômico, que destrói vidas e aniquila os sonhos, em defesa dos lucros de gananciosos empresários!

Será que não é vandalismo, ou até mesmo bandidagem, termos que conviver diariamente com todo tipo de denúncias dos gestores públicos, nas instâncias do executivo, legislativo e judiciário? Só para ilustrar, cito alguns exemplos desse “Piauí, Terra Querida”. No executivo: das últimas eleições municipais, 48 prefeitos foram cassados por práticas de corrupção e apropriação indébita dos recursos públicos – e mais 100 estão sendo investigados –, inclusive recursos da merenda escolar, tirando o pão da boca das nossas crianças; No Legislativo: Para onde foi a investigação da Polícia Federal sobre a acusação da prática de corrupção na Assembléia Legislativa, envolvendo os deputados? No Judiciário: recentemente, o pedido de afastamento do Juiz da Comarca de Parnaíba, por envolvimento na soltura de bandidos. Essas autoridades deveriam ser modelos e referenciais de conduta ética para uma juventude tão carente de bons exemplos.

Portanto, antes de condenarmos a ação dos estudantes, é preciso que façamos uma reflexão mais apurada das verdadeiras causas e origens de tais comportamentos sociais. Da minha parte, sinto-me feliz e nutro a esperança de uma sociedade melhor ao contemplar o rosto indignado de uma juventude que demonstra coragem de lutar pelos seus direitos, pela justiça e pela igualdade. A SOCIEDADE NÃO AGUENTA MAIS ESSE DISCURSO DOS “CÃES DE GUARDA” DE UM MODELO POLÍTICO FALIDO.

Carlos Humberto Campos (Sociólogo; Vice-presidente da ASA BRASIL e assessor da Cáritas Brasileira Regional Piauí)

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Piauí será sede do I Encontro Nacional de Acesso à Terra no Semiárido

Com o tema “Democratizando Terra e Água, construindo novas realidades”, o encontro reúne pessoas de todo o nordeste e Minas Gerais para discutir a realidade agrária no semiárido.



Muita animação e disposição para participar das discussões e trocas de experiência, é o que o Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido e a Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA Brasil espera para I Encontro Nacional de Acesso à Terra no Semiárido, que será realizado nos dias 10, 11 e 12 de agosto, em Teresina. O encontro vai reunir cerca de 100 agricultores camponeses de todos os estados do Nordeste e Minas Gerais, organizações da sociedade civil e governantes para debater sobre a realidade agrária do Semiárido Brasileiro.

O Encontro Nacional de Acesso à Terra pretende proporcionar reflexões e debate sobre a democratização da terra que garanta a soberania alimentar das famílias agricultoras do Semiárido brasileiro. Para isso, o evento vai reunir quatro temas que serão analisados em oficinas: direito ao território, atingidos e/ou ameaçados pelo agro e hidronegócio, reorganização fundiária e agricultura familiar e crise fundiária. Cada temática será discutido à luz de relatos de experiências reais.

Para favorecer um processo de reflexão mais aprofundado sobre a realidade agrária do Semiárido do Brasil, as temáticas serão apresentadas através de experiências de luta pela terra que foram mapeados em todos os nove estados da ASA. O Piauí apresentará a experiência das comunidades tradicionais Tapuio de Queimada Nova e Novo Zabelê de São Raimundo Nonato.

Para Carlos Humberto Campos, coordenador executivo da ASA pelo estado do Piauí, a realização do encontro é uma oportunidade de discutir as várias realidades de exclusão que existem e de pensar, conjuntamente, como fortalecemos as resistências do povo do Semiárido. “O debate sobre o acesso à terra traz o tema para a pauta do dia, pois a terra é o elemento fundamental para se construir um desenvolvimento sustentável”, diz.

Dom Tomás Balduíno abre encontro da ASA em Teresina (PI)

A abertura do evento, que acontecerá na quarta-feira (10), ás 19h no auditório Mestre Expedito do Centro de Artesanato Mestre Dezinho, contará com a participação de Dom Tomás Balduíno. Goiano, filósofo e teólogo com pós-graduação em Antropologia e Linguística, Dom Tomás Balduíno foi Bispo da Cidade de Goiás (hoje Goiás Velho) durante 31 anos. De 1965 a 1967 cuidou do prelado de Conceição do Araguaia, se tornando bastante conhecido por seu trabalho em defesa de índios e trabalhadores rurais.

Dom Tomás Balduíno foi fundador do Conselho Indigenista Missionário, em 1972, e da Comissão Pastoral da Terra (CPT), em 1975. Assumiu a presidência da entidade em 1999, quando a luta pela posse da terra começou a se intensificar no País. Destacado ativista das causas dos povos mais necessitados e entusiasta do movimento dos trabalhadores sem-terra no País, Dom Tomás tem se colocado no meio da polêmica agrária, criticando o governo de omissão e apontando o agronegócio, o judiciário e autoridades como responsáveis pela violência no campo.

O Bispo foi reconhecido por diversas instituições por sua luta pelos direitos humanos e justiça social. Em 2006, recebeu o Prêmio de Direitos do Homem Dr. João Madeira Cardoso, pela Fundação Mariana Seixas, de Viseu, Portugal, em colaboração com o Conselho Distrital de Coimbra da Ordem dos Advogados. No mesmo ano, recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Católica de Goiás. Em 2008, recebeu o prêmio Reflections of Hope, da Oklahoma City National Memorial Foudation, como exemplo de esperança na solução das causas que levam a miséria de tantas pessoas em todo o mundo.

A abertura do evento contará também com a participação da dupla regional “Os Olivêra”, animando o evento com músicas e poesias com a temática do sertão. Durante suas apresentações, há uma intercalação de sons e letras com arranjo ao estilo piauiense de fazer arte, com um refinado toque melódico associado a poemas.

PROGRAMAÇÃO

10 de agosto
19h Abertura do evento
19h30 Composição da Mesa
Democratizando terra e águas, construindo novas realidades
20h50 Debate em plenária

11 de agosto
8h Mística
8h40 Apresentação da metodologia do trabalho nas oficinas temáticas
9h Oficinas temáticas
14h Carrossel de Experiências

12 de agosto
8h Plenária de síntese
9h30 Trabalho em grupo por estado
14h Mesa de diálogos de acesso a terra no semiárido
16h30 Mística de encerramento

Serviço:
I Encontro Nacional de Acesso à Terra no Semiárido “ Democratizando Terra e Água. Construindo novas realidades”
Abertura: Auditório Mestre Expedito do Centro de Artesanato Mestre Dezinho – Praça Pedro II
Encontro: Prédio da Obra Kolping do Piauí, localizado no Conjunto Dirceu Arcoverde II, 3978, bairro Dirceu.
Realização: Articulação no Semi-Árido Brasileiro (Asa Brasil)

quarta-feira, 27 de julho de 2011

20 mil pessoas são esperadas na 12ª Romaria da Terra e da Água

A Diocese de Campo Maior se prepara para um dos maiores eventos católicos do Piauí, a Romaria da Terra e da Água. Em sua 12ª edição, o evento representa um momento de forte oração e reflexão acerca dos problemas sociais enfrentados atualmente. O evento acontecerá nos dias 30 e 31 de julho, em Campo Maior, e contará com a participação de fiéis de todo o estado. Cerca de 20 mil pessoas estão sendo aguardadas.

A Romaria da Terra e da Água é uma realização da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Pastorais Sociais e está em sintonia com toda a ação evangelizadora da Igreja, e tem sido um dos momentos de forte expressão popular reunindo representante das dioceses, todos os bispos e do povo de Deus. “Ela representa a animação da fé e vai na trilha da questão social, na luta pela terra e água, com uma grande mística do povo de Deus”, enfatiza a Secretária Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes, uma das entidades que coordenam o evento.

Este ano, a Romaria traz como temática “Salvar a Terra e a Água é salvar a Vida” e está em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade/2011, que é “Fraternidade e Vida no Planeta” trazendo para a reflexão da sociedade a perspectiva de uma mudança de comportamento e atitudes diante do descaso e da falta de cuidado com a natureza e a mãe Terra.

Metodologia

Uma das novidades da 12ª edição é a metodologia com o desenvolvimento de seis seminários discutindo a temática central: Questões da Terra e Agrária; Mudanças Climáticas; Mobilidade Humana; Impactos dos grandes projetos; Desenvolvimento Solidário e Sustentável; Biomas e Caatinga. Durante os seminários serão discutidas as realidades existentes em cada local, desafios relacionados a elas e propostas de mudança.

Além de ser sediada na Diocese de Campo Maior trazendo a questão do Açude Grande, área de lagoa natural que vem sendo modificada pela ação humana. “Buscamos chamar a atenção do poder público para o Açude, buscando soluções de aproveitamento sustentável de toda aquela água armazenada”, explica Hortência Mendes.

As Dioceses do estado se preparam para o evento e vêm realizando encontros de reflexão nas comunidades, momentos de fé orientados por uma cartilha que orienta a realização de seis encontros sobre a temática central.

Programação - 12ª Romaria da Terra e da Água

30 de Julho – sábado

- 8h às 12h: Chegada e Acolhida aos Romeiros
- 14h: Realização de Seminários temáticos nas Paróquias:
“Bioma, Caatinga e Cerrado” – Eusébio Sousa da CPT - Catedral
“Desenvolvimento Solidário e Sustentável” – Carlos Humberto da Cáritas/PI - Paróquia N. S. de Fátima
“Mobilização Humana” – Pe. Antonio Garcia da Pastoral do Migrante Nacional - Paróquia N. S. das Mercês
“Mudanças Climáticas” – Profª. Fátima Veras da UESPI - Paróquia São Pedro Nolasco
“Impactos dos Grandes Projetos” – Profª. Dra. Sueli Rodrigues - Paróquia N. S. das Dores
“Questão da Terra e Agrária” – Profº. Marcelo Lima - Paróquia Santa Luzia
- 16h: Espiritualidade
- 17h: Lanche e saída dos Romeiros para o Açude Grande
- 18h: Abraço do Açude
- 19h: Tribuna Livre e show com Zé Vicente
- 23h: Descanso

31 de julho – domingo

- 04h: Despertar
- 05h: Celebração Eucarística

terça-feira, 26 de julho de 2011

Cáritas e SERVE entregam casas em Parnaíba



Na tarde desta segunda-feira (25) os voluntários irlandeses da ONG SERVE junto com a equipe da Cáritas Brasileira Regional do Piauí em Parnaíba, fizeram a entrega de seis das 12 casas construídas este ano pelo projeto de construção de moradia popular. 20 jovens voluntários estão em Parnaíba deste o início de julho construindo casas e conhecendo experiências de inclusão social e preservação do meio ambiente e da cultura da região.

A felicidade das famílias do Parque Estevão era visível. “Eu não tinha condição de construir minha casa, nem sei quando isso seria possível, agora recebendo esta casa poderei viver melhor com meus filhos e minha esposa”, disse Francisco Alves, pai de cinco crianças.

Família de Francisco Alves

Cristiane Ribeiro que também recebeu uma casa disse estar muito feliz: “Agora posso ficar mais tranqüila. Antes, no inverno, eu e minha família ficávamos preocupadas até na hora de dormir, pois a qualquer momento a casa poderia vir abaixo, a água entrava pela parede que era coberta de papelão”, disse Cristiane. Padre Estevão, pároco da paróquia de Sant'Ana, abençoou as Casas desejando que se tornem ambientes de paz e felicidade.


Cristiane Ribeiro

Jeremias Ua Bruadair, coordenador do grupo, disse que é com grande alegria que entregam estas casas. "Sabemos que agora as famílias poderão ter uma vida mais digna”, afirma o coordenador. Há oito anos a SERVE trás jovens irlandeses que, em parceria com a Cáritas, constrói casas e doam para famílias carentes das comunidades periféricas das cidades de Parnaíba e Ilha Grande. Anualmente são selecionados jovens da Irlanda em vários seguimentos profissionais, são arrecadadas doações para que os mesmos, em conjunto com as famílias beneficiadas e profissionais da construção civil local ergam as casas.

A escolha das famílias é feita de forma criteriosa pela Cáritas, a preferência é para aquelas famílias com média de cinco membros, que vivem em real situação de miséria e renda de menos de um salário mínimo.

Nas cidades de Parnaíba e Ilha Grande cerca de 200 famílias já foram contempladas com a ação. Além do Brasil outros cinco países, em diferentes continentes, anualmente recebem as ações de desenvolvimento sustentável da SERVE em vários setores sociais. Na Tailândia, por exemplo, onde a maior problemática é a prostituição e, por conseqüência, a AIDS com altos índices entre as mulheres, os irlandeses realizam ações de conscientização junto às mesmas e seus filhos.

Com informações da Equipe Diocesana de Cáritas de Parnaíba

terça-feira, 19 de julho de 2011

Agentes da Cáritas do Piauí se reúnem em Congresso Regional

O evento foi um espaço de análise do trabalho e planejamento das ações da entidade para o quadriênio 2012-2015

A Cáritas Brasileira Regional do Piauí promoveu, nos dias 15 e 16 de julho em Teresina, um dos eventos mais importantes da entidade: o IV Congresso Regional. O evento que reuniu representantes das oito dioceses do Estado, foi um importante espaço de formação, troca de experiências e avaliação das ações da Cáritas no Piauí. O Congresso Regional foi também um momento de preparação para o IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira que acontecerá em novembro, em Passo Fundo (RS).

Organizado através de uma pedagogia libertadora, construindo em mutirão o processo avaliativo através de cinco pontos: Ver, Julgar, Agir, Celebrar, Avaliar, o IV Congresso da Cáritas do Piauí é “uma oportunidade de toda a rede Cáritas avaliar sua atuação, verificar os impactos na vida das comunidades, grupos e famílias onde as ações foram desenvolvidas nesses últimos quatro anos de trabalho”, destaca a Secretaria Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes.

Permeada pelo espírito da mística e espiritualidade aliado com o tema do Congresso Nacional “Sementes de um Projeto Popular”, foram discutidos além das prioridades e objetivos estratégicos para os próximos anos, o tema Desenvolvimento Solidário, Sustentável e Territorial (DSS-T) foi aprofundado entre os participantes.

O tema foi trabalhado em três perspectivas para que se pudesse ter um olhar bem amplo: em nível nacional, estadual e diocesano. O assessor do Secretariado Nacional Luís Cláudio Mandela fez sua fala nessa perspectiva nacional, explicando as raízes históricas desse desenvolvimento devastador que estamos presenciando, fazendo um elo com a corrupção no país.

Carlos Humberto Campos, assessor técnico do Secretariado Regional do Piauí, seguiu a mesma linha de contextualização histórica, apresentando números e projetos sociais das diversas entidades e articulações que oferece uma resistência ao atual modelo de desenvolvimento através de iniciativas comunitárias e principalmente a Economia Solidária.

Para contextualizar de forma mais restrita em nível de diocese, o voluntário da Cáritas em Parnaíba Rodger Marques, destacou a intervenção da entidade indo contra os grandes projetos, promovendo a construção de moradias dignas, regularização fundiária, valorização da infância, adolescência e juventude e atendimento emergencial que são algumas das ações realizadas na Diocese de Parnaíba.

Após o aprofundamento da temática, foi apresentado o balanço da ação da Cáritas nesse Quadriênio, com a apresentação dos resultados das oficinas interdiocesanas. Como trabalho de grupo, foi avaliado o alcance dos objetivos estratégicos no âmbito regional, como a gestão e a política de sustentabilidade contribuem para a realização das ações e que aspectos se configuram como fragilidades e limites para o alcance desses objetivos.

“Refletindo sobre o trabalho realizado e pensando nos próximos anos de atuação da entidade no país e não somente no Piauí, a Cáritas Brasileira tem grandes desafios. O primeiro deles é fortalecer e ampliar a ação voluntária, construir mecanismos de captação de recursos e promoção da sustentabilidade das ações, para fortalecer a REDE e suas parcerias. Além disso, não devemos esquecer de grandes desafios como o fortalecimento do movimento pela reforma agrária e os movimento de juventude”, enfatiza a Secretária Regional da Cáritas do Piauí.

Para Hortência Mendes, a entidade precisa ainda analisar as políticas existentes, como por exemplo, políticas de emergências, formação e comunicação, ou seja, “antes de defendermos a elaboração de novas políticas que irão nortear a nossa atuação, devemos fazer uma análise das nossas ações mediante os princípios das políticas de emergência, formação e comunicação já implementadas na entidade”, destaca a Secretaria.

A plenária optou por não modificar as prioridades estratégicas, mantendo-as para os próximos quatro anos. São elas: Promoção e Fortalecimento de Iniciativas Locais e Territoriais de Desenvolvimento Territorial Solidário e Sustentável; Defesa e Promoção de Direitos e Controle Social de Políticas Públicas; Fortalecimento da Articulação da Cáritas com as Pastorais Sociais, com as CEBs e com o Conjunto da Igreja; Organização e Fortalecimento da Rede Cáritas.

Foram definidas as delegações para o congresso e apontados os nomes para compor a Diretoria Nacional e Conselho Fiscal. Os nomes de Dom Sergio da Rocha (antes Arcebispo de Teresina, agora Arcebispo de Brasília) e Dom Juarez Sousa (Bispo de Oeiras) para a diretoria; e Lucineide Rodrigues (voluntária da Arquidiocese de Teresina) para o Conselho Fiscal.

Animação do Voluntariado

Para finalizar o congresso, foi realizado um encontro de Voluntariado, onde foi discutido o papel do voluntário na sociedade atual e como as pessoas podem atuar nas ações da Cáritas. Nesse momento foi realizada uma homenagem aos voluntários da entidade que tem dado um grande contributo nas ações da Cáritas.

Foram homenageados/as: Maria dos Remédios Silva Lima (Teresina), Rodger Marques de Souza Feitosa (Parnaíba), Francisco Barbosa de Aquino (Campo Maior), Maria Hosana de Araújo (Picos), Carlos Roberto Fonseca (Bom Jesus), Maria Umbelina Delmondes Cardoso (Floriano) e Aderaldo Mota de Ooliveira (São Raimundo Nonato). As pessoas homenageadas receberam um certificado de agradecimento pela sua ação voluntária por uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.

Confira as fotografias do IV congresso Regional e Encontro de Voluntariado da Cáritas

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Tudo pronto para o IV Congresso Regional

Será realizado nos dias 15 e 16 de julho, a partir das 8h no Centro Guadalupe em Teresina, o IV Congresso Regional da Cáritas do Piauí. O evento se configura como um espaço de formação, troca de experiências e avaliação das ações da entidade no estado. A metodologia de trabalho desenvolvida será na perspectiva de uma pedagogia libertadora, construindo em mutirão o processo avaliativo através de quatro pontos: Ver, Julgar, Agir, Celebrar e Avaliar. O Congresso Regional é, principalmente, um momento de preparação para o IV Congresso Nacional da Cáritas Brasileira que acontecerá em novembro, em Passo Fundo (RS).

Como preparação para o Congresso Regional, foram realizados os encontros interdiocesanos, nos quais foram apresentadas as avaliações diocesanas sobre a atuação da Cáritas, experiências desenvolvidas a partir da perspectiva de Desenvolvimento Solidário Sustentável e Territorial (DSS-T). As Cáritas Diocesanas apontaram também sugestões para temas prioritários e ações principais para o próximo quadriênio. Essas discussões reaparecerão no congresso para definir a proposta do Piauí no Congresso Nacional.

“Queremos que esse momento seja também festivo e alegre para reanimar nossas forças e provocar em todas e todos nós energias positivas e benéficas para a construção do Novo. De novas relações, de novas formas de ver o mundo e o Planeta, de novas lutas, de novos paradigmas. Sempre com base nas Boas novas do Evangelho de Jesus Cristo”, afirma a Secretaria Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes.

Animação do Voluntariado

Para finalizar o congresso prestigiando o voluntariado que tem dado cor alegre e diferente às ações da Cáritas, será realizado um momento festivo e de animação dessa ação no Congresso. O Encontro de Voluntariado da Rede Cáritas no Piauí acontecerá no sábado, dia 16, a partir das 15h.

Durante o evento será discutido o que é voluntariado, o papel do voluntariado na sociedade atual, como agir como voluntário/a na Rede Cáritas. Serão também apresentadas ações que são desenvolvidas através do voluntariado e homenagens a voluntários/as que fizeram e fazem a diferença nessa rede de solidariedade.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Caminhos para uma Economia Popular e Solidária

Fortalecer as iniciativas produtivas de caráter associativo e comunitário realizadas pela população, promovendo o desenvolvimento local sustentável e solidário é um dos objetivos do projeto de Apoio às Finanças Solidárias com Base na Organização de Fundos Solidários – Mapeamento de Fundos Solidários, que está sendo desenvolvido pela Fundação Grupo Esquel Brasil em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e Secretaria Nacional de Economia Solidária – SENAES através do convênio nº 48343/2010.

Desenvolvido em todo o território nacional, desde abril deste ano, o projeto tem como entidade articuladora a Cáritas Brasileira e conta com a parceria do Banco do Nordeste, que realiza através do programa de Apoio a Projetos Produtivos Solidários (PAPPS), apoio aos Fundos Solidários na região do Semiárido Brasileiro.

O projeto de Apoio às Finanças Solidárias é resultado de um processo de articulação e mobilização conjunta entre diversas organizações coletivas, grandes redes de instituições da sociedade civil, governo, grupos e comunidades, pois, apesar do atual crescimento econômico do Brasil, milhões de trabalhadores e trabalhadoras rurais e urbanos continuam sem oportunidade de levar uma vida digna a partir dos frutos de seu próprio trabalho.

Entretanto, para essas famílias, a participação em iniciativas de produção associativa baseadas nos princípios da Economia Solidária - ES tem oferecido novas possibilidades e grandes conquistas em produção e melhoria da qualidade de vida. Nessa perspectiva, o projeto visa ainda à construção e conquista coletiva de políticas públicas de apoio e fomento aos Fundos Solidários nas suas mais diversas formas e metodologias a partir da construção de Redes Locais, Estadual e Territorial de Fundos Solidários, baseada nos princípios de Solidariedade, Cooperação e Ética.

Mapeamento no Piauí

No Piauí, os trabalhos estão acelerados. E a cada visita articulada com o apoio dos agentes locais das Cáritas Diocesanas, novas experiências e práticas de Economia Solidária e Fundos Solidários são encontradas. Até o momento foram mobilizadas 60 entidades da sociedade civil integrantes do Fórum Estadual de Economia Solidária, Fórum Piauiense de Convivência com o Semiárido, além de diversos empreendimentos de ES e entidades que realizam atividade de apoio e consultoria a projetos sociais.

Foram visitadas e mapeadas experiências de hortas comunitárias na região de Floriano, grupos de criação de peixes em Barras, grupo de mulheres quebradeiras de côco e homens apicultores na região de Bom Jesus, grupo de confecção e vestimenta do bairro Buenos Aires, em Teresina, e experiências de EPS acompanhadas pela Cáritas Brasileira Regional do Piauí em diversas regiões do estado.

“A cada nova visita, deparo-me com a organização e encantadoras experiências de vida e de produção de homens e mulheres piauienses que sonham com recursos destinados para seus projetos produtivos e solidários. E essas novas práticas transformam a comunidade, aproximam as pessoas e geram novas relações de vida e de produção”, destaca a Agente de FS do Piauí, Sabrina Sousa.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Tecnologias Sociais de Convivência com o Semiárido

Ao longo da história os grandes projetos contribuíram para que consolidasse a industria da seca. Condenou a população à exclusão da educação, levanto ao clientelismo e à corrupção. Essa aula traz ao debate as implementações que vão de encontro à indústria da seca e traz esperança para as comunidades superarem o paradigma do combate e construir processos de Convivência com o Semiárido.

Boa aula!

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Famílias agricultoras do Piauí conhecem experiências de convivência em PE

Durante os dias 24 e 25 de junho, 12 agricultores/as familiares do município de Monsenhor Hipólito (PI), visitaram experiências em agricultura agorecológica nos municípios de Araripina, Ipubi, Exu e Ouricuri, região do Araripe pernambucano. Nas visitas, os agricultores e agricultoras puderam conhecer um modo de produção que respeita o meio ambiente, as práticas alternativas ao uso de agrotóxicos, o manejo de sistema agroflorestal, o beneficiamento de frutas, e também sobre organização comunitária.

Todos os agricultores que participaram das visitas foram beneficiados com a cisterna calçadão, uma das tecnologias do Programa Uma Terra e Duas Águas (P1+2), da Articulação no Semi-Árido Brasileiro (ASA), através da Cáritas Brasileira Regional do Piauí. Os reservatórios acumulam até 52 mil litros de água, que é destinada à produção de alimentos, a fim de garantir a segurança alimentar e nutricional das famílias agricultoras. Nas localidades visitadas foi possível perceber a forma como os/as agricultores/as de Pernambuco fazem o manejo da água da cistern
a para o melhor aproveitamento na produção.

No primeiro dia (24/06), no município de Exu, o grupo visitou a experiência de agricultura agroflorestal do casal de agricultores Vilmar Lermen e Maria Silvanete, que moram na comunidade da Serra dos Paus Dóias. A família utiliza o sistema de cultivo agroflorestal, que, em seu manejo, mistura plantas anuais, forrageiras, frutíferas, adubadoras e nativas. Nesse tipo de cultivo não se utiliza fogo, venenos ou adubos químicos.

“Agrofloresta é uma mistura de plantas e experimentos que criam uma relação entre si. O controle das formigas, por exemplo, é feito utilizando a manipueira da mandioca, as plantas iscas ou as repelentes”, explica Vilmar. A família ainda utiliza a borra da manipueira, riquíssima em cálcio, para adubar o solo, e, principalmente para o plantio de melancia, tomate e maracujá.

Seu Heleno explica como faz a produção de mudas de alface.
Foto: Mariana Gonçalves

Já o agricultor Heleno Nascimento, que mora no Sítio Samambaia, em Araripina, também foi visitado, e tem uma receita diferente para tratar das pragas: uma solução feita à base do Nim (Azadirachta indica). Ele contou que nos seus canteiros de hortaliças só utiliza defensivos naturais, além de priorizar a rotação de culturas. “Toda vez que se retira a produção de alface, por exemplo, se coloca outro tipo de hortaliça no local, para não desgastar o solo, e produzir sempre com a mesma qualidade”, ensina Seu Heleno.

Boa gestão da água - No segundo dia (25/06), os participantes do intercâmbio visitaram a experiência da família de Maria Viana, na comunidade do Vidéu Velho, município de Ouricuri. Na ocasião, os agricultores e agricultoras puderam aprender sobre o gerenciamento da água da cisterna calçadão que é feito pela família. “Nós fazemos o cálculo da quantidade de água que pode ser utilizada por dia, de modo que dure até o final do ano, período em que volta a chover na região”, conta Maria Viana. Segundo ela, os cálculos mostraram que a família só poderá começar a usar a água do reservatório em setembro; enquanto isso, a família utiliza a água de um barreiro próximo para produzir alimentos. Ela explicou ao grupo que no período de estiagem é muito importante ter a água da cisterna, pois o barreiro seca também.

A agricultora contou aos visitantes que antes da construção da cisterna de placas (16 mil litros), construída pelo Programa Um Milhão de Cisternas (P1MC), da ASA, e também da cisterna calçadão, a vida era muito difícil. “A gente não tinha reservatório nenhum, nem carroça, tinha que ir de carro de boi buscar água nas cacimbas, e às vezes as latas derramavam no meio do caminho, e a gente voltava novamente. Quando a gente chegava em casa não tinha onde armazenar a água, era um sofrimento”, conta Dona Maria Viana.

Segundo o agricultor José de Ribamar, da Chapada do Sítio em Monsenhor Hipólito, as experiências vivenciadas no intercâmbio deixaram os visitantes cheios de vontade para produzir alimentos. “Aqui a gente viu que dá certo, é só experimentar sem ter medo. É uma oportunidade não só de conhecer o que as outras famílias estão produzindo, mas também de trocar conhecimento, ensinar o que a gente sabe e ver o que eles fazem para melhorar de vida”, avalia o agricultor.


Mariana Gonçalves e Mariana Landim - comunicadoras populares da ASA

terça-feira, 28 de junho de 2011

Vídeo-Cartas Cáritas - Fruto Daqui

Com legendas em Inglês

O projeto Fruto Daqui está instalado no município de José de Freitas, clima de transição entre o semiárido e a mata amazônica, e está localizado a 54km de Teresina. Dentro do projeto foram beneficiadas diretamente 50 comunidades para o aproveitamento de frutas tropicais, além de promover a comercialização dos produtos, na perspectiva da Economia popular Solidária. Outro objetivo foi proporcionar a organização comunitária e a segurança alimentar das famílias.

Fruto Daqui Polpa de Frutas "um produto naturalmente natural"

Realização: Cáritas Diocesana de Campo Maior e Cáritas Brasileira Regional do Piauí
Apoio: Catholic Relief Services - CRS e Cáritas Noruega

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Video-Cartas Cáritas - Projeto Fecundação

Com legendas em Inglês

O Projeto Fecundação da Cáritas Brasileira Regional do Piauí é uma ação coletiva na busca de melhores condições de vida para as famílias que vivem no semiárido. Este trabalho mostra uma boa experiência sobre a convivência com a região e as condições criadas com as ações que reforçam o debate sobre Desenvolvimento Sustentável e Solidário, valorizando a cultura, relações familiares e de gênero. Condições que afirmam o protagonismo das pessoas como cidadãs, parte importante de uma democracia.


terça-feira, 21 de junho de 2011

Agrotóxico: uma agricultura da morte

Em meados da década de 1960, em nome da chamada modernização da agricultura, o Estado ofereceu aos produtores rurais um farto volume de créditos subsidiados que, no entanto, vinham intimamente atrelados ao uso de pacotes tecnológicos. Esses pacotes combinavam o emprego de sementes melhoradas ou híbridas com a aplicação intensa de adubos químicos e venenos nas lavouras.

Essa “modernização” da agricultura, entretanto, gerou inúmeras e profundas consequências aos trabalhadores e trabalhadoras rurais. O Brasil tornou-se o terceiro maior consumidor de agrotóxicos do mundo. Milhares de pessoas foram intoxicadas por terem suas terras, águas e alimentos contaminados.

Este vídeo denuncia o uso abusivo de agrotóxicos na região do Agreste da Paraíba e como seus efeitos marcaram profundamente a vida das famílias agricultoras. O vídeo traz ainda o depoimento do professor Sebastião Pinheiro, que apresenta de forma sintética os malefícios das substâncias mais utilizadas na região. Mas o vídeo também mostra as estratégias de resistência dos agricultores e agricultoras, a partir do testemunho daqueles que encontraram outras saídas e um jeito novo de produzir sem agredir a natureza.

Fonte: http://aspta.org.br/

Agrotóxicos: uma agricultura da morte from AS-PTA on Vimeo.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Prepare-se para a 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí

Os preparativos para a 12ª Romaria da Terra e da Água estão acontecendo e as Pastorais Sociais, junto com a CNBB, estão organizando uma grande festa. Para a divulgação da romaria a equipe de comunicação preparou spots radiofônicos que estão disponíveis também para download.

Segue também o hino da Romaria que foi composto por Gregório Borges e Gilvan Santos. Preparem-se e participem!

Spots










Hino

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Lei reconhece Utilidade Pública da Cáritas Diocesana de Floriano

O prefeito de Floriano, Joel Rodrigues, sancionou no dia 09 de maio a Lei nº 564/2011 que reconhece a Utilidade Pública da Cáritas Diocesana de Floriano. A instituição foi fundada em 14 de setembro de 1995.

O processo de reconhecimento teve inicio em 2010, e teve como interlocutor o vereador Edvaldo Araújo Costa (PT). O trâmite da Lei na Câmara Municipal não encontrou resistência dos demais vereadores de Floriano, tendo sido aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e confirmada em Plenário na 1ª e 2ª votação.

João Raimundo, agente da Cáritas Diocesana de Floriano

terça-feira, 14 de junho de 2011

Parceria constrói mais 11 cisternas no Piauí

Federações e comitês solidários de bancos tem fortalecido ações em comunidades do estado

Uma parceria entre o Comitê Betinho do Banco Santander, Fenae – Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Nacional, o Comitê Verbo Divino do Banco do Brasil e a Cáritas Brasileira Regional do Piauí construirá mais 11 cisternas no interior do Piauí. As cisternas fortalecerão ações de Convivência com o Semiárido desenvolvidas pela Cáritas no município de Sigefredo Pacheco, Diocese de Campo Maior, através de uma parceria com o Banco do Nordeste.

A previsão de recursos disponibilizados é de R$17.827,4, sendo o custo unitário da cisterna de R$1.623,40. Junto com a cisterna está previsto curso de capacitação em Gestão de Recursos Hídricos, que ensinará as famílias o cuidado com a água da cisterna para mantê-la sempre potável e a não desperdiçar para que dure durante todo o período de estiagem.

Na seleção das famílias, a comissão gestora levou em consideração critérios como: casas com pessoas idosas, com mais crianças, chefiada por mulheres, dificuldade de acesso à água potável. As famílias beneficiadas tem em média 05 (cinco) integrantes, fazendo com que o projeto atinja cerca de 55 pessoas.

Em geral os municípios do semiárido são pobres, tem economia com base no setor primário, agregando condições que os colocam na mesma escala no Índice de Desenvolvimento Humano - IDH, o qual fica em torno de 0,50. De acordo com o ultimo levantamento do PNUD, o IDH de Sigefredo Pacheco é de 0,58.

Ação conjunta fortalece o voluntariado e a solidariedade

Cisterna construída em São Gonçalo do Gurguéia

O Comitê Betinho foi pioneiro em São Paulo na ação solidária para a construção de cisternas (tanque abaixo do nível do solo que acumula 16 mil litros de água da chuva para beber e para uso doméstico). O trabalho iniciado em 1998 com diversos parceiros permitiu a construção de 184 cisternas em diversos estados do Nordeste do Brasil. Em 2009 o Comitê Betinho ajudou a Cáritas a beneficiar 06 (seis) famílias com água de qualidade para beber e cozinhar na cidade de Gilbués/São Gonçalo do Gurguéia*, Diocese de Bom Jesus.

Para Fabiana Matheus, diretora de finanças da Fenae, “parcerias como esta, em benefício da comunidade é uma tradição do funcionalismo da CEF. A Associação de Pessoal de São Paulo e o Comitê Betinho construíram duas brinquedotecas na rede pública de saúde em São Paulo, em 2002 e 2003, e também editou 30 mil cartilhas em combate ao trabalho infantil”, lembra Fabiana.

“O Comitê investe nas cisternas, pois sua construção apresenta uma ótima relação custo benefício e possibilita que as pessoas bebam água limpa e saudável e que traz dignidade, afirma José Roberto Vieira Barboza, presidente do Comitê Betinho.

Para Hortência Mendes, Secretária Regional da Cáritas, o Comitê Betinho tem trabalhado de uma forma magnífica em todo o país na perspectiva de combate à fome. “Uma coisa boa é que o Comitê não ficou preso somente a isso. As pessoas que o fazem tem dado passos importantes nas questões solidárias quando vêem outras necessidades fundamentais das famílias mais empobrecidas como a falta de água”, relata.

Com a Fenae, a Cáritas desenvolveu no período de 2009 a 2010 atividades no âmbito da Economia Popular Solidária em Caraúbas, Diocese de Parnaíba. As atividades tiveram o objetivo de organizar associações e cooperativas para a produção e comercialização, apoiando grupos de horticultura, artesanato e beneficiamento de leite.

“Essa inter-relação entre as diversas entidades ajuda a fortalecer a ação solidária em todas as frentes, envolvendo as várias pessoas desde voluntárias a funcionárias públicas na ajuda àquelas que mais precisam” explica Hortência.

*Quando o projeto foi elaborado, São Gonçalo do Gurguéia era uma comunidade no município de Gilbués.

Mariana Gonçalves, com informações da Fenae e Comitê Betinho

Seminário discute a Inclusão de Pessoas com Deficiência no Mercado de Trabalho

O Centro de Apoio à Pessoa com Deficiência (CAPD) da Cáritas Diocesana de Picos comemorou nesta quinta-feira, dia 9 de junho, o Dia Estadual da Pessoa com Deficiência com uma exposição artística e seminário sobre a inclusão destas pessoas no mercado de trabalho.

O evento foi realizado na Câmara Municipal de Picos, com a presença dos vereadores Iata Anderson e José Luiz, bem como da Procuradora do Ministério Público do Trabalho, Dra. Christiane Alli Fernandes, que ministrou uma palestra sobre a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

"Esta inclusão é um instrumento da cidadania para que a pessoa com deficiência adquira sua autonomia sua independência e tenha sua cidadania plenamente efetivada. O Ministério Público do Trabalho tem como um das suas prioridades a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho, no Piauí já vem sido feito vários trabalhos neste sentido, e aqui no município de Picos nós estamos com um projeto para o preenchimento a partir da reserva legal de vagas, que a lei prevê, então vamos chamar essas empresas que se enquadram para que elas possam se adequar à lei e possam contratar essas pessoas com deficiência, garantindo a sua efetiva inclusão", informa a procuradora.

O evento contou com a participação de diversos segmentos da sociedade, além organizações e grupos que apóiam este trabalho da CAPD em parceria com a APAE.

De acordo com a Professora Hosana Araújo, coordenadora da CAPD, este evento é a culminância de um trabalho que vem sendo realizado desde novembro do ano passado através do projeto "A Arte Vencendo Limites", que ofereceu as oficinas de Locução para Rádio, Modelagem em Argila, Desenho Artístico e Pintura em Tela para um grupo de jovens e adultos com deficiência, visando inclusão deste no mercado de trabalho, bem como o reconhecimento como pessoas capazes de desenvolver diversas atividades, inclusive trabalhar.

"Essas pessoas com deficiência até hoje são um pouco discriminadas, a partir deste trabalho a sociedade poderá reconhecer que eles têm suas potencialidades, só basta ser trabalhado", afirma a professora Hosana, que destaca ainda a ausência de órgãos voltados para formação de pessoas com deficiência.

Além do seminário, os participantes puderam apreciar e adquirir peças produzidas durante as oficinas do projeto "A Arte Vencendo Limites", o valor arrecadado com as vendas será revertido em outras ações formativas, que ajudem nesta inclusão. Aproveitando a revelação de talentos, três alunos do projeto se apresentaram cantando o hino de Picos, tocando violão e cantando, recitando poema "Deficiente" de Mario Quintana e interpretando a música "Balada do Louco" de Rita Lee.

Lana Krisna - Pascom/Cáritas Diocesana de Picos

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato é membro do comitê de bacia dos Rios Canindé e Piauí

A Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato participou da Plenária eletiva do Comitê de Bacia dos Rios Canindé e Piauí, em Picos no último dia 10 de junho/2011, onde foi apresentado o Plano Estadual de Recursos Hídricos lançado em dezembro de 2010 pelo Governo do Estado. O plano nos dá uma ampla e aprofundada visão do diagnóstico hídrico do Estado, identifica gargalos e propõe saídas para determinados problemas que exigem um amplo debate das organizações sociais.

Entretanto, o Governo já está agindo no encaminhamento de algumas propostas sem o aprofundamento do debate com a sociedade. É o caso, por exemplo, da construção de uma adutora do Rio São Francisco até a cabeceira do Rio Piauí para abastecer e fazer sangrar a barragem Petrônio Portela (Barragem da Onça) em São Raimundo Nonato e a partir daí construir 100 quilômetros de canal para alimentar outras barragens. Tudo isso em nome da Segurança Hídrica do Estado. Segundo o Secretário Dalton Macambira, já está conveniado com o Banco do Nordeste a primeira parte da obra.

A Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato agora é membro do Comitê de Bacia dos Rios Canindé e Piauí, a maior bacia do Estado do Piauí (segundo a SEMAR). Na própria plenária já pontuamos sobre o as ações da sociedade civil articulada pela Articulação no Semiárido Brasileiro – ASA Brasil como visão de segurança hídrica para as famílias do Semi-Árido. Isso nos traz mais responsabilidades e exigências no debate fiscalizador e propositivo das políticas ambientais no território Serra da Capivara e deve dialogar diretamente com o Conselho Municipal de Meio Ambiente de São Raimundo Nonato que estamos criando.

Além da Cáritas, outras dez entidades da sociedade civil foram eleitas. Do território da Serra da Capivara temos ainda o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTR de São Raimundo Nonato e a Associação do Assentamento Marrecos de São João do Piauí. São 11 entidades representativas da Sociedade Civil, 11 representantes de usuários, 11 das prefeituras dos municípios da bacia e 11 do Governo do Estado, 44 membros no total. A sociedade civil também defendeu a candidatura e a eleição do Pe. Nilton de Nazaré do Piauí como vice-presidente. O presidente eleito é o prefeito de Paulistana, Luis Coêlho e o secretário executivo é o próprio Dalton Macambira, titular da SEMAR.

Hildebrando Pires, coordenador da Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato

terça-feira, 7 de junho de 2011

Diocese de Campo Maior acolhe a 12ª Romaria da Terra e da Água

11ª Romaria da Terra e da Água reuniu
mais de 5 mil pessoas em Corrente

A Diocese de Campo Maior se prepara para o lançamento de um dos maiores eventos católicos do Piauí, a Romaria da Terra e da Água. Em sua 12ª edição, o evento representa um momento de forte oração e reflexão acerca dos problemas sociais enfrentados atualmente. O lançamento da 12ª Romaria acontece hoje 07, às 18h, na Igreja Matriz do município de Campo Maior, durante a programação da novena dos festejos de Santo Antonio, com a presença do presidente do Regional NE IV, Dom Alfredo Schaffler e o Bispo de Diocese, Dom Eduardo Zilski.

A Romaria da Terra e da Água é uma realização da Comissão Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das Pastorais Sociais e está em sintonia com toda a ação evangelizadora da Igreja, e tem sido um dos momentos de forte expressão popular reunindo representante das dioceses, todos os bispos e do povo de Deus. “Ela representa a animação da fé e vai na trilha da questão social, na luta pela terra e água, com uma grande mística do povo de Deus”, enfatiza a Secretária Regional da Cáritas do Piauí, Hortência Mendes, uma das entidades que coordenam o evento.

Este ano, a Romaria traz como temática “Salvar a Terra e a Água é salvar a Vida” e está em sintonia com o tema da Campanha da Fraternidade/2011, que é “Fraternidade e Vida no Planeta” trazendo para a reflexão da sociedade a perspectiva de uma mudança de comportamento e atitudes diante do descaso e da falta de cuidado com a natureza e a mãe Terra.

Metodologia

Uma das novidades da 12ª edição é a metodologia com o desenvolvimento de seis seminários discutindo a temática central. Além de ser sediada na Diocese de Campo Maior trazendo a questão do Açude Grande, área de lagoa natural que vem sendo modificada pela ação humana. “Buscamos chamar a atenção do poder público para o Açude, buscando soluções de aproveitamento de toda aquela água armazenada”, explica Hortência Mendes.

As Dioceses do estado se preparam para o evento e vêm realizando encontros de reflexão nas comunidades, momentos de fé orientados por uma cartilha que orienta a realização de seis encontros sobre a temática central. A expectativa é que mais de 20 mil pessoas participem do evento que será realizado nos dias 30 e 31 de julho, em Campo Maior.

Programação - 12ª Romaria da Terra e da Água

30 de Julho – sábado

- 8h às 12h: Chegada e Acolhida aos Romeiros
- 14h: Realização de Seminários temáticos nas Paróquias:
“Bioma, Caatinga e Cerrado” – Eusébio Sousa da CPT
“Desenvolvimento Solidário e Sustentável” – Carlos Humberto da Cáritas/PI
“Mobilização Humana” – Pe. Antonio Garcia da Pastoral do Migrante Nacional
“Mudanças Climáticas” – Profª. Fátima Veras da UESPI
“Impactos dos Grandes Projetos” – Profª. Dra. Sueli Rodrigues
“Questão da Terra e Agrária” – Profº. Marcelo Lima
- 16h: Espiritualidade
- 17h: Lanche e saída dos Romeiros para o Açude Grande
- 18h: Abraço do Açude
- 19h: Tribuna Livre e show com Zé Vicente
- 23h: Descanso

31 de julho – domingo

- 04h: Despertar
- 05h: Celebração Eucarística

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Abertas as inscrições para II Prêmio Odair Firmino de Solidariedade

As inscrições são gratuitas e vão até o dia 31 de julho


Estimular ações de disseminação e divulgação da cultura da solidariedade, além de valorizar experiências de caráter coletivo que defendam e promovam os direitos humanos. Este é apenas um dos objetivos do Prêmio Odair Firmino de Solidariedade, promovido pela Cáritas Brasileira.

Este ano, como tema: “Mulher, Meio Ambiente e Desenvolvimento”, serão selecionadas experiências que promovam a inclusão social das mulheres, ações produtivas ou extrativistas de grupos de mulheres na perspectiva da promoção e na recuperação da biodiversidade, além de ações que contam com a participação de mulheres nas mobilizações, articulações de lutas e na construção de políticas públicas.

Barragem Algodões I: dois anos após o rompimento, famílias lutam por um recomeço

“Aqui parece que se concretizou a expressão: não sobrará pedra sobre pedra”, esta foi a frase utilizada pelo agente da Cáritas, Marcos Terto, para descrever como ficou o vale do Rio Pirangi, menos de 24 horas depois do rompimento da Barragem Algodões I, em Cocal da Estação. “Porque foi justamente isso que aconteceu. No lugar onde havia mais de 100 casas, propriedades, plantações, criação de animais, árvores de mais de 10m de altura, havia apenas o caos. Um monte de pedras, árvores arrancadas, areia e pouquíssimos vestígios da existência de moradias”.

Dia 27 de maio de 2009 é uma data que irá ficar marcada na história não só de Cocal, mas também de Buriti dos Lopes. Exatamente às 16h10, 52 milhões de litros de água começou a descer provocando ondas de 10 metros de altura e a uma velocidade impressionante de 80 km/h, arrastando tudo que encontrava pelo caminho, devastando povoados, matando nove pessoas, e 30 mil animais. Uma criança vitima da enxurrada nunca foi encontrada.

Na Nesta última sexta-feira, 27, essa tragédia completou dois anos com marcas profundas na vida dos moradores do vale do rio Pirangi. A passagem da data foi marcada por uma manifestação de 300 pessoas atingidas que vieram a Teresina no dia 26 de maio, chamar atenção para o problema. Durante o ato, as famílias fizeram um abraço simbólico do Palácio de Karnak, sede oficial do Governo. Após o abraço, as famílias seguiram em caminhada pela Avenida Frei Serafim até a Assembléia Legislativa, para a Sessão Solene em atenção às vítimas do rompimento da barragem.

Do saldo de destruição, duas mil pessoas ficaram desabrigadas, mas somente pouco mais de 200 recebem alguma ajuda oficial, benefíciários escolhidos sem nenhum estudo prévio. E se queixam do abandono do Governo do Estado, responsável pela obra, que deveria lhes garantir direitos plenos como indenizações e moradias, apoio para a reconstrução dos meios de vida e dignidade.

Segundo o presidente da Associação de Vítimas e Amigos das Vítimas da Barragem Algodões I (AVABA), Corsino Medeiros, as indenizações das famílias que tiveram parentes mortos nunca foram pagas. “O governo diz que está pagando para todo mundo inclusive para quem teve familiares mortos na tragédia, mas isso não acontece de verdade. Essas pessoas além de sofrerem a dor da perda estão passando necessidade”, relata Corsino.

É o caso da atingida Maria do Socorro Santos que teve a casa totalmente destruída e perdeu cinco membros da família: o marido, dois filhos, a mãe e um tio. Ela nunca recebeu indenização do governo. “Não recebi nada, nenhum centavo e fui cadastrada pelo governo, mas não sei o que aconteceu que até agora não fui indenizada. Não sei como estou sobrevivendo esses dois anos. Perdi meus familiares, essa é uma dor que nunca vai passar, e ainda não tenho como sobreviver com o único filho que sobrou. Espero que um dia enxerguem minha situação”.

Projeto Reabilitando Vidas: um sopro de esperança

Assim como dona Socorro, muitas famílias estão em situação de extrema pobreza, famílias que antes viviam em uma situação confortável. Agora sobrevivem da ajuda de parentes, amigos e de entidades que chamam a sociedade para a solidariedade. A Cáritas Brasileira Regional do Piauí ainda é uma das poucas entidades que garantem um amparo a essas famílias. Desde o momento do rompimento da barragem até os dias atuais, a Cáritas tem feito doações de alimentos, produtos de limpeza, kits de dormir (colchões, cobertores, lençóis, redes), além de ajuda na reconstrução das casas e assistência jurídica e psicossocial através do Projeto Reabilitando Vidas.

Segundo Adonias Rodrigues, assessor técnico da Cáritas, o projeto Reabilitando Vidas veio trazer uma esperança para as famílias atingidas, além de exercitar o trabalho em conjunto e a solidariedade entre as pessoas. “A Cáritas tem procurado mobilizar e organizar as comunidades na perspectiva de minimizar o sofrimento sentido por essas pessoas que tiveram suas vidas tragicamente mudadas em razão das inúmeras perdas”.

Dentre as ações concretas no município estão a reconstrução de 09 casas e a reforma de 05 que estavam com a estrutura danificada, obedecendo critérios como as famílias que não foram beneficiadas com o projeto do Governo do Estado, vulnerabilidade sócio-econômica. Foram realizados dois seminários para esclarecimento dos direitos e responsabilidades sobre o rompimento da barragem, além do apoio para participação no Fórum Nacional de Defesa Civil que aconteceu em Teresina e o Seminário Internacional de Defesa Civil que aconteceu em São Paulo. Além de apoio para a criação e efetivação da AVABA.

“Em todas essas ações, o sentimento de fazer junto e de solidariedade estiveram presentes. As casas e a reconstrução da Igreja contaram com a participação dos moradores agindo em mutirão e o voluntariado de várias pessoas que se sensibilizaram pela causa”, afirma Adonias. De acordo com o assessor, os recursos aplicados nas ações de emergência no Piauí foram cerca de 200 mil reais, sendo divididos entres os municípios atingidos pelo rompimento da barragem e o município de Barras, que também sofreu profundamente com as chuvas. “É um volume considerado pouco, mas que provocou mudanças significativas na vida das famílias. Esperamos poder continuar ajudando essas famílias, através da solidariedade de todos e todas”, finalizou.

O anuncio da tragédia

%Caritas brasileira ESPECIAL   Barragem Algodões I: dois anos após o rompimento, famílias lutam por um recomeço

A barragem Algodões foi construída em 1995 pelo Departamento Nacional de Obras contra as Secas (DNOCS) e Instituto de Desenvolvimento do Piauí (Idepi) para perenizar o rio Pirangi e tornar seu vale fértil para a agricultura familiar através da piscicultura, agricultura irrigada e abastecimento das cidades. A obra que custou cerca de 50 milhões de reais sofreu questionamentos ainda na sua fase de construção. Mesmo assim em 2001 a obra foi inaugurada pelo então governador Mão Santa.

Um relatório aprovado em 2002 pelo TCU - Tribunal de Contas da União aponta indícios de fraudes na construção da barragem Algodões. A obra foi investigada pela Polícia Federal e é citada numa auditoria que lista sinais de irregularidades em quatro represas erguidas pela antiga Comdepi. A auditoria revela indícios de desvio de verbas federais repassadas ao governo piauiense pelo DNOCS. Em Algodões I, os fiscais do TCU constataram o uso de notas frias para justificar a liberação de R$ 3,2 milhões. A quantia equivale a 29,4% dos R$ 11 milhões repassados para a obra entre 1997 e 1998. De acordo com o documento, o uso de notas irregulares se repetiu na construção das barragens Salinas, Rangel e Pedra Redonda.

Pelo menos a um ano da tragédia a Engerpi admitiu que várias fissuras foram encontradas na barragem e sempre reparadas com camadas de cimento. O primeiro vazamento foi detectado em junho de 2008. Em 2009, um projeto previa a reconstrução de parte da estrutura que mais tarde viria a romper, projeto que nunca foi executado.

As obras e reparos foram apenas paliativos. Os problemas começaram a ficar mais sérios no dia 14 de maio, 15 dias antes da tragédia, quando as famílias foram retiradas das áreas de risco e levadas para abrigos. Uma equipe do governo foi ao local tentar solucionar o deslocamento da ombreira esquerda do sangradouro. O engenheiro responsável pela obra, Luis Hernane de Carvalho, afastou qualquer perigo de rompimento e liberou o retorno das famílias às suas casas.

Não sobra pedra sobre pedra

Na tarde do dia 27 a barragem estoura, levando as famílias ao desespero. A lembrança de que estariam em um local seguro caso não tivessem sido liberadas a voltar para suas casas, é angustiante principalmente para pais e mães que
perderam seus filhos. A água que vinha para trazer vida para a região, agora começava a provocar morte.

Os povoados que ficaram submersos foram Angico Branco, Franco, Cruzinha, Boiba, Frecheira, Tabuleiro, Estreito, Gado Bravo, Dom Bosco, Boa Vista e Gameleira. Casas inteiras desapareceram, cemitérios ficaram com os túmulos revirados, árvores arrancadas pela raiz, igrejas, escolas e postos de saúde foram ao chão. Milhares de pessoas enviaram donativos para as vítimas.



Mariana Gonçalves, com colaboração de Sabrina Sousa

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Caminhada pelos dois anos de Rompimento da Barragem Algodões I

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Na Nesta última sexta-feira, 27, essa tragédia completou dois anos com marcas profundas na vida dos moradores do vale do rio Pirangi. A passagem da data foi marcada por uma manifestação de 300 pessoas atingidas que vieram a Teresina no dia 26 de maio, chamar atenção para o problema. Durante o ato, as famílias fizeram um abraço simbólico do Palácio de Karnak, sede oficial do Governo. Após o abraço, as famílias seguiram em caminhada pela Avenida Frei Serafim até a Assembléia Legislativa, para a Sessão Solene em atenção às vítimas do rompimento da barragem.

Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato participa da criação do conselho Municipal de Meio Ambiente

A sociedade civil de São Raimundo Nonato já acumula ganhos significativos no que se refere ao controle social de Políticas Públicas. No ultimo dia 20 de maio, foi realizada a 2ª plenária para discutir a Criação do Conselho Municipal de Meio Ambiente, debate que está sendo motivado pela Campanha da Fraternidade, que este ano tem como tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” para discutir a proteção ao meio ambiente.

Segundo Hildebrando Pires, coordenador da Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato, a segunda plenária é um avanço dos compromissos firmados no Seminário sobre Projetos Ambientais no Território Serrada Capivara. “O seminário realizado no dia 18 de março de 2011, motivado pelas iniciativas da Campanha da Fraternidade, teve desdobramentos interessantes e adesões importantes como a do Ministério Público com a campanha educativa para o tratamento do lixo e a campanha de superação da poluição sonora”, afirmou.

Adesões importantes para colocar em prática encaminhamentos como a limpeza e revitalização do Rio Piauí, que passa pela zona urbana de São Raimundo Nonato. Atualmente o rio é usado como depósito de lixo, cercas e criações de animais apresentam-se próximas ao leito do rio, há o aumento do assoreamento por construções e despejo de entulhos.

Durante o evento, o Ministério Público informou que foi solicitado à Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos – SEMAR para que seja feito um levantamento da situação do Rio em vista de averiguar tecnicamente as ações de agressão. Com base neste levantamento o Ministério Público deverá encaminhar procedimentos de correção das irregularidades que vierem a ser apresentadas.

A Prefeitura Municipal também se dispôs a participar efetivamente da luta pelo meio ambiente através de ações como ajuste da coleta de lixo e destinação adequada para os resíduos. Além disso, a prefeitura também informou que já foi apresentada para a Caixa Econômica Federal a proposta para a finalização de um galpão de triagem e uma Usina de Reciclagem para a cidade.

Diante desses encaminhamentos, o mais importante do dia foi a continuidade do processo de criação do Conselho de Meio Ambiente. Segundo Hildebrando, as entidades que estiveram presentes na plenária, entre elas a Cáritas Diocesana, são as que terão assento no conselho. “Porém deve-se motivar, convidar outras organizações que venham fortalecer o debate propositivo e fiscalizador de uma política municipal do meio ambiente”.

A secretária Samara, informou que da parte da prefeitura está pronta para o decreto de criação do conselho por parte do Prefeito Municipal, logo que a Câmara aprove o projeto de lei da criação do mesmo.

Participaram da plenária as seguintes instituições: Centro Popular Educacional e Cultural do Sertão Piauiense – CEPECSP; Federação dos/as Trabalhadores/as da Agricultura – FETAG; Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais – STTR; Cáritas Diocesana de São Raimundo Nonato; PRÓ-ARTE / FUMDHAM; Fundação Nossa Senhora Aparecida; Partido Dos Trabalhadores – PT; Pastoral da Criança; AGESPISA; 13ª Gerência Regional de Educação – GRE; Prefeitura Municipal; Ministério Público.

Mariana Gonçalves, com informações da Cáritas Diocesana

sexta-feira, 27 de maio de 2011

A cultura histórica de resistência no semiárido


Vídeo-aula do assessor técnico da Cáritas Brasileira Regional do Piauí, Carlos Humberto Campos, para o Curso de Formação em Gestão Pública, Acesso à Água e Convivência com o Semiárido da RedeSAN - Rede Integrada de Segurança Alimentar e Nutricional.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Cáritas Diocesana de Picos organiza VII Caminhada da Solidariedade e da Paz

A caminhada reúne milhares de pessoas todos os anos
através do sentimento de solidariedade

A População de Picos e região vive a expectativa para a VII Caminhada da Solidariedade e da Paz, que no tema afirma: “Unidos Podemos Salvar a Natureza”. A partir deste evento é esperado que as pessoas atentem para pequenos gestos com o intuito de melhorar a convivência entre ser humano e meio ambiente.

A Caminhada acontece no próximo dia 5 de junho. Às 5h30h da manhã os caminheiros já devem estar concentrados no espaço ao lado da Igreja São Francisco de Assis, no Bairro Junco. Às 6h tem início a Santa Missa, em seguida a caminhada com destino à Praça Félix Pacheco, no centro de Picos. Este percurso é marcado pela alegria e a presença de milhares de pessoas de todas as idades, que são movidas cada vez mais pelo desejo de ajudar o próximo e promover a paz.

O kit com a camiseta e o boné custa R$ 12,00

Ainda há tempo para adquirir o seu Kit com a camiseta e boné em um dos postos de venda espalhados pela Diocese, como as secretárias paroquiais. Em Picos também disponível na Praça Félix Pacheco e sede da Cáritas. O Kit custa apenas doze reais, o dinheiro arrecadado com as vendas será revertido em ações sociais da Cáritas Diocesana, ou seja, retorna para a sociedade através projetos sociais que visam melhorar a vida de comunidades carentes.

De acordo com o padre Francisco Pereira Borges, Coordenador da VII Caminhada, é esperado mais de 5 mil caminheiros, bem como uma boa repercussão social. “Não esperamos que seja apenas uma caminhada que se repete, esperamos que a VII Caminhada possa repercutir entre as famílias, nos lares e entre os jovens algo tão precioso que é a paz”, afirma o coordenador.

Além da venda de kits, a coordenação também está realizando palestras educativas sobre o meio ambiente nas escolas públicas e privadas de Picos.

Lana Krisna – Cáritas Diocesana de Picos/Pascom

Regional NE 4 prepara 12ª Romaria da Terra e da Água

“Salvar a terra e a água é salvar a vida”. Este é o tema da 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí, que será lançada no próximo dia 7 de junho, durante os festejos de Santo Antônio, no município de Campo Maior.

O evento reúne milhares de pessoas todos os anos para fazer um momento de oração e reflexão acerca dos problemas sociais enfrentados atualmente.

A motivação deste ano é o meio ambiente e a ação do homem, através do tema “salvar a terra e a água é salvar a vida”. Foram convidados para o lançamento os bispos do Regional, coordenadores diocesanos de Pastoral, religiosos e fieis leigos.

A 12ª Romaria da Terra e da Água do Piauí acontecerá nos dias 30 e 31 de julho, na cidade de Campo Maior.

Mais informações: (86) 3252 – 1132 falar com Cristhyane ou e-mail: diocese@ig.com.br

Fonte: Blog da CNBB

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vítimas do rompimento da Barragem Algodões I realizam manifestação e reivindicam direitos

Mobilização das vítimas do rompimento da Barragem Algodões I no dia 28 de abril

A tragédia do rompimento da Barragem Algodões I completa dois anos no próximo dia 27 e para reivindicar seus direitos, as vítimas da tragédia reúnem-se nesta quinta-feira, 26, às 8h, na Praça Francisca Trindade, no centro de Teresina. Cerca de 300 pessoas devem participar da manifestação. Após a concentração, as famílias seguem para o Palácio de Karnak, onde participam, às 9h, de uma audiência com o governador Wilson Martins. Em seguida, caminham em direção ao Tribunal de Justiça para outra audiência.

A mobilização é uma iniciativa da Associação das Vítimas do Rompimento da Barragem Algodões I - AVABA, com o apoio da Cáritas Brasileira Regional do Piauí, que reivindica a garantia plena dos direitos, como indenizações e moradias, e o apoio necessário para a reconstrução dos meios de vida e dignidade das famílias. Elas não são contra a reconstrução da barragem e querem o funcionamento dela, mas isso deve ser feito dentro dos parâmetros legais e sem risco para as pessoas.

A situação das famílias

As famílias vítimas da tragédia ganharam na justiça o direito de receber uma pensão até que saia a indenização de seus prejuízos, mas foi suspensa pelo Governo do Estado e quando foi restabelecida, os aposentados e os beneficiários do Bolsa Família perderam o benefício da pensão, um direito de todas as pessoas atingidas.

Barragem Algodões I após o rompimento

As vítimas reclamam a construção de casas sem considerar as necessidades, a tradição agropastoril das famílias atingidas, além de estarem sem trabalho, não podem criar seus animais (aves, suínos, ovinos e caprinos), não podem produzir seus alimentos e, por isso, encontram-se numa situação de miséria. As famílias criticam ainda a falta de estrutura dos assentamentos agrícolas construídos para abrigar as vítimas e a falta de atenção às pessoas que perderam parentes, pois elas não receberam nenhuma atenção especial do Estado.

A realidade das famílias em Buriti dos Lopes também é preocupante, pois as Agrovilas construídas pela Defesa Civil não tem energia elétrica e nem água, além de estarem distantes dos locais de trabalho das famílias, inviabilizando a ocupação das mesmas. Também existem famílias morando de favor em locais precários, principalmente mães com bebês, alojadas em abrigos como o Colégio Agrícola do município. As mesmas já estão com prazo determinado para se retirarem.

Apoio às vítimas

A Cáritas Brasileira Regional do Piauí vem apoiando as famílias, desde o período da tragédia com o projeto de Emergências que arrecadou alimentos, produtos de limpeza e kits de dormir (colchões, colchonetes, cobertores e lençóis), além de ajuda na reconstrução das casas e assistência jurídica e psicológica. A entidade apóia a mobilização e chama a atenção da sociedade piauiense para a luta das famílias atingidas pela Barragem Algodões I, pois é necessária uma ação conjunta entre sociedade civil, governos - municipal, estadual e federal - para solucionar as problemáticas causadas pelo desastre da barragem.